A CDU desenvolveu diversas iniciativas ao longo desta terça-feira, 27 de Junho, no âmbito da "Semana Social/2023" sobre o "Grito
dos excluídos e anseios dos marginalizados".

Uma das questões abordadas foi a crescente situação de
pessoas sem-tecto ou sem-abrigo, em muitos dos casos, decorrentes de
problemas de consumos de substâncias psicoactivas. Como referiu o Coordenador
Regional, Edgar Silva, «é cada vez mais aflitivo verificar como cresce o número
de novos casos de pessoas que experimentam processos de ruptura social e
não encontram respostas nem dos serviços de saúde, nem por parte dos serviços
sociais».

Na nota de imprensa enviada, e depois do encontro com responsáveis pela Associação
"CASA", Edgar Silva afirmou que «existe um contraste muito grande
entre os meios mobilizados para outras importantes respostas sociais e
aqueles que existem para fazer face na Região aos novos fenómenos das
toxicodependências».

De acordo com o comunista, «em relação ao povo da rua,
em relação à muita gente que cada vez mais tem a rua como lugar social, sem
abrigo e habitando em meandros de teias tão destruidoras de tantas vidas, em
relação a esses gravíssimos problemas humanos e sociais os governantes
manifestam uma indiferença inaceitável».

Disse ainda Edgar Silva que «na rua, nos lugares
onde habitam os novos toxicodependentes, onde mora "as gentes do boom"
emerge um grito de excluídos sociais, cresce um clamor de tantos anseios
de marginalizados que tardam em ser escutados pelos governantes».

Para a CDU «é inconcebível que na Região que tanto
dinheiro esbanja do erário público ainda não exista um serviço de
emergências sociais competente para atender a tanta gente que requer uma
atenção psicossocial imediata. É escandaloso que na Madeira ainda não
exista uma resposta eficaz para tanta juventude ao abandono».