O sector
social ou terceiro sector, que compreende organizações nas áreas da educação,
saúde, assistência social, cultura, investigação, ambiente e actividades recreativas,
tem vindo a ganhar maior importância na economia e um “papel crescente na
governação na Madeira” e é cada vez mais visto pelos jovens como uma alternativa
de emprego. A opinião é da secretária regional da Inclusão Social e Cidadania, Rita
Andrade, cuja intervenção encerrou, esta manhã, no salão nobre da Assembleia Legislativa
da Madeira, encerrou o II Fórum Económico Internacional, iniciativa organizada
pelo Instituto do Mundo Lusófono que decorreu nos últimos três dias no Funchal.

“Não temos
dúvidas que o sector social é, cada vez mais, uma resposta à criação de
emprego, nomeadamente para os nossos jovens. Temos visto isso mesmo, com a
nossa experiência no Orçamento Participativo da Região Autónoma da Madeira, em que
estes jovens se revelam muito proactivos na apresentação de projectos e
soluções nesta área, o que reforça a sua importância estratégica para um futuro
económico mais positivo e mais risonho”, declarou a governante madeirense. Rita
Andrade assumiu que a importância das organizações do sector social “raramente
são reconhecidas e valorizadas”, apesar de “desempenharem funções sociais
importantes para os seus destinatários” e provocarem efeitos positivos no resto
da sociedade.

Porque está “ciente
da importância estratégica deste sector”, o Governo Regional está a preparar,
em parceria com a Associação Regional de Investigação e Promoção da Economia
Social (AIPES), o mapeamento, com georreferenciação, das entidades de economia
social. Um trabalho que, segundo a secretária regional, visa “caminhar no
sentido do maior conhecimento e da profissionalização da gestão destas
organizações”. Por outro lado, como o sector da economia social vive ainda “sobretudo
do trabalho voluntário”, Rita Andrade acha “fundamental criar oportunidades de
formação”.

Para que
esta economia social possa crescer mais, a porta-voz do Governo acha necessário
um esforço na comunicação. “Este é um desafio que exige o envolvimento de
todos, do poder político, da sociedade civil, mas também o esforço da própria
economia social através da promoção dos seus valores, das suas experiências,
das suas práticas, da optimização da sua estratégia financeira e da
diversificação de receitas, como garante de actividade de crescente valor e com
peso na criação de emprego”, completou a governante.