No início da próxima semana, na Região, as temperaturas máximas
do ar devem ultrapassar os 30 graus Celsius (Cº), sobretudo junto da orla
costeira, prevendo-se que os valores extremos no Funchal possam atingir os 33
ºC, na segunda e terça-feira, dias 26 e 27 de Junho.

Uma massa de ar tropical, quente e seca, prevista atingir
o Arquipélago da Madeira a partir do próximo domingo, é a causa do
significativo aumento previsto na temperatura, tempo quente que implicará uma descida
acentuada da humidade relativa do ar, em particular nas regiões montanhosas.

A partir de domingo o IPMA prevê "uma diminuição significativa da
nebulosidade e uma subida da temperatura do ar da ordem de 5 a 6 °C", revela Victor Prior,
delegado regional do IPMA na Madeira. “A subida da temperatura do ar, será
acompanhada de descida acentuada da humidade relativa do ar, em particular nas
regiões montanhosas”, reforça o meteorologista.

A mais recente previsão do IPMA, feita esta segunda-feira, aponta para temperaturas máximas de 33 ºC no Funchal, nos dias 26 e 27 de Junho
(segunda-feira e terça-feira). Valor extremo que poderá também ser sentido na
Ponta do Sol/Lugar de Baixo, sendo que neste episódio de tempo quente outras
localidades poderão registar valores extremos muito significativos,
nomeadamente a Quinta Grande (32 ºC, é a máxima mais alta prevista), o Porto
Moniz (30 ºC) e mesmo no Pico do Areeiro (27 ºC).

Para já neste início de semana que coincide com o final
da Primavera, o estado do tempo na Região “será em geral influenciado pela acção
conjunta do Anticiclone do Açores e de depressões centradas a norte, à latitude
das ilhas Britânicas e ainda, por um núcleo depressionário de fraca actividade centrado
a norte do Arquipélago da Madeira”, isto até quarta-feira.

Por isso, e em geral, entre hoje a amanhã são esperados, “em
geral, períodos de céu muito nublado, períodos de chuva ou aguaceiros em especial
nas terras altas, a partir do fim da tarde de hoje até ao início da manhã de
amanhã, associados à aproximação e passagem de superfície frontal de fraca actividade”, concretiza.