Uma grande rasto de sujidade no mar, junto ao Clube Naval do Funchal, está novamente a indignar e a revoltar os banhistas que hoje decidiram ir a banhos, mas também as pessoas que passam por aquela zona e se deparam com o cenário de poluição.
Aliás, os relatos é de que esta situação já vem sendo recorrente, "quase dia sim, dia não", conforme explica António Fontes, presidente do Clube Naval Funchal.
Na sequência dos vários relatos que quase todos os dias chegam, o dirigente vai emitir, esta tarde, uma mensagem aos associados do clube. Ao DIÁRIO, António Fontes classifica este cenário de "pandemónio" e "calamitoso", e deixa vários reparos às entidades regionais.
É certo que não são todos dias, mas há dias que é algo inacreditável, com um cheiro nauseabundo e que não engana de qual é a origem desta sujidade. É mesmo um estado calamitoso. Estou farto de alertar as autoridades, mas nada acontece. Por isso, deixo um convite a todas as entidades públicas para um mergulho no mar da Quinta Calaça que é candidato, em certos dias, a Património Mundial da UNESCO na categoria de Fezes. (...) Os submarinos castanhos, para quem lá nada, são uma delícia para as medusas e das caravelas portuguesas.
O dirigente acrescenta ainda: "registem, queixa-crime contra desconhecidos, zero. Convites para reunir as entidades privadas da Zona Alta do Lido, excepção do Grupo Pestana, zero. Embarcação para remoção do lixo à superfície no âmbito do orçamento participativo da RAM, zero. Tecnologia para controle de descargas para o mar, zero!", sublinha.
