O secretário regional de Mar e
Pescas, Teófilo Cunha, destacou esta sexta-feira a relevância do Oceano no
património socioeconómico da Madeira, exemplificando com a importância da
cabotagem para a população.

“Numa época em que as
acessibilidades terrestres eram praticamente inexistentes na Madeira, foi a
cabotagem que assegurava as trocas comerciais e facilitava a mobilidade das
pessoas”, lembrou Teófilo Cunha, à margem da recriação histórica e etnográfica
desta atividade. Um serviço de navegação marítima de transporte de passageiros
e mercadorias, feito ao longo da costa, que durante séculos e até aos primeiros
anos do século XX assegurou o comércio entre as várias localidades da ilha.

“Esta iniciativa da Câmara
Municipal da Ribeira Brava, que o Governo Regional colabora e apoia com muito
gosto através da Direcção Regional do Mar, é um bom exemplo daquilo que o mar
representa e sempre representou para os madeirenses”, disse o secretário
regional, elogiando a iniciativa que integra a Semana Cultural da Ribeira
Brava.

“É uma forma de mostrar as novas
gerações a importância do mar para a nossa vida comum”, acrescentou,
sublinhando o empenho do Governo Regional na defesa do Oceano.

Teófilo Cunha, juntamente com o
presidente da Câmara Municipal da Ribeira Brava, Ricardo Nascimento, e com a
directora regional do Mar, Mafalda Freitas, assistiu ao desembarque das embarcações
que partiram de Câmara de Lobos. A bordo seguiam atores do Teatro Bolo do Caco,
que recriaram personagens de 1908: o marinheiro, o arrais, a criada, o
visconde, o comerciante e passageiras britânicas. O desembarque foi feito com
vários momentos etnográficos e teatrais, envolvendo atores do Teatro Bolo do
Caco e figurantes das escolas e casas do povo do concelho e da Universidade
Sénior local.