Parte da história da Ribeira Brava foi hoje reavivada na frente-mar da
vila através da recriação da cabotagem e das transacções comerciais vividas no
século XX. A ideia foi recordar o ano de 1909, retratando o papel desta localidade
no transporte de pessoas e mercadorias feito ao longo da costa.
O presidente da Câmara Municipal, Ricardo Nascimento, considerou a iniciativa “um reviver das
nossas tradições”, relembrando a importância de “olhar para o passado de forma
a compreender o presente e tentar melhorar o futuro”.
O autarca contemplou o papel fulcral que a vila da
Ribeira Brava teve nas transacções comerciais, que funcionava como elo de
ligação da zona oeste da Ilha ao Funchal. Recordou a vida dura de outros tempos
e o trabalho árduo dos ribeira-bravenses que tinham na agricultura e na venda
dos produtos da terra o seu ganha-pão.
Nascimento louvou o entusiasmo
das entidades parceiras e figurantes envolvidos “que participaram de forma
afincada” e muito contribuíram para o sucesso da iniciativa que já se tornou
num cartaz apelativo e com continuidade garantida. A ideia é ir melhorando a
cada ano e introduzir sempre alguma novidade ao evento.
Por sua vez, o Secretário Regional do Mar e Pescas, Teófilo Cunha, parceiro desta
iniciativa, felicitou a autarquia pelo evento cultural e pela recriação da
cabotagem que serve para “não esquecermos aquilo que os nossos antepassados
fizeram há muitos anos”.
Teófilo Cunha reforçou a importância de preservar as questões culturais
que marcam e identificam um povo e salientou que as ligações rápidas e
acessíveis que hoje temos, se devem aos que no passado trabalharam arduamente.
A Cabotagem juntou a Câmara
Municipal da Ribeira Brava e a Secretaria Regional do Mar e Pescas, com o apoio
da Universidade Sénior da Ribeira Brava, da Casa do Povo da Serra de Água, da
Escola Secundária Padre Manuel Álvares, da Escola Básica do Campanário
(professora Leonete dos Reis), do Teatro Bolo do Caco e do Museu Etnográfico da
Madeira.