A coligação Confiança anunciou, hoje, que levará à próxima
reunião do executivo municipal do Funchal o tema dos riscos existentes na Ribeira dos Socorridos.
Efectivando um papel de
fiscalização responsável que nos propusemos, e na incessante procura pela
melhoria da qualidade de vida dos funchalenses, o que inclui a salvaguarda da
sua segurança, os vereadores da 'Confiança', na próxima reunião de câmara, irão
questionar o executivo sobre o processo de licenciamento deste espaço e a
avaliação de riscos efectuada ao mesmo.
Em comunicado de imprensa, os vereadores eleitos pela 'Confiança' dizem ter visitado, este fim-de-semana, o vale da Ribeira dos Socorridos, "constatando no terreno os motivos que têm gerado alarme e
preocupação na população e nos trabalhadores da zona industrial a Sul do local".
Na ocasião, Claúdia Dias
Ferreira, profissional na área da protecção civil e vereadora na Câmara
Municipal do Funchal, alertou para o facto de a Ribeira dos Socorridos ter vindo a transformar-se num "depósito de inertes e de acumulação de pedras que se estende entre leito e
a Levada dos Piornais”. “Todas estas pedras amontoadas em enormes 'montanhas' podem
representar um perigo à espreita", sublinha a vereadora da Confiança, que defende que "mais do que lamentar depois do mal estar
feito, as catástrofes evitam-se com planeamento e gestão responsável dos
riscos”.
A coligação lembra que se assinalaram recentemente 13 anos sobre a aluvião do 20 de Fevereiro, pelo que "é importante aprender
com os erros do passado, procedendo de acordo com as melhores práticas de forma
a salvaguardar a segurança de todos os funchalenses e evitar que episódios
trágicos voltem a ocorrer".
"É fundamental preparar o nosso território para
responder de forma adequada em caso de situações críticas com períodos muito
chuvosos, pelo não podem ser dispensadas as avaliações de riscos e cumpridos os
processos de licenciamentos obrigatórios", reforça a mesma nota.
A ''Confiança' salienta ainda que "na Foz da Ribeira
dos Socorridos, a jusante do depósito de inertes em causa, trabalham várias
centenas de pessoas, existindo um parque empresarial gerido pela Madeira
Parques Empresariais e duas infra-estruturas críticas para toda a Madeira, como
são os casos da Central Eléctrica da Vitória e dos depósitos de gás natural
regionais, cuja integridade pode estar ameaçada em caso de movimentos de
vertente precipitarem esta massa de inertes ribeira abaixo".

