A Campanha de Segurança
Rodoviária "Ao volante, o telemóvel pode esperar", da
responsabilidade da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), da
Guarda Nacional Republicana (GNR) e da Polícia de Segurança Pública (PSP),
decorreu nos dias 27 a 30 de Março, e teve como objetivo alertar os condutores
para as graves consequências do manuseamento do telemóvel durante a condução. Nesse período, foram fiscalizados mais de 43 mil condutores, sendo que 793 incorreram na infracção alvo desta campanha.

"Esta campanha contou, uma
vez mais, com a participação do serviço das administrações regionais da Região
Autónoma dos Açores e da Região Autónoma da Madeira na realização de ações de
sensibilização, completando o trabalho de fiscalização que tem sido realizado
pelos comandos Regionais da PSP", informou uma nota da GNR.

"Inserida no Plano Nacional
de Fiscalização de 2023, a campanha foi divulgada nos meios digitais e através
de 4 ações de sensibilização da ANSR, realizadas em simultâneo com as operações
de fiscalização da responsabilidade da GNR e PSP, em Leiria, Bragança, Peso da
Régua e Guarda. Idênticas ações ocorreram nas Regiões Autónomas dos Açores e da
Madeira", acrescenta.

Na campanha foram
sensibilizados 389 condutores e passageiros, a quem foram transmitidas as
seguintes mensagens: "A
utilização do telemóvel durante a condução aumenta em quatro vezes a
probabilidade de ter um acidente e provoca um aumento no tempo de reação a
situações imprevistas superior ao efeito de uma taxa de álcool no sangue de 0,8
g/l"; "A
distração ocorre quando duas tarefas mentais, conduzir e utilizar o telemóvel,
são executadas ao mesmo tempo, o que provoca lapsos de atenção e erros de
avaliação"; "O uso de aparelhos eletrónicos durante a
condução causa dificuldade na interpretação da sinalização e desrespeito das
regras de cedência de passagem, designadamente em relação aos peões."

Assim, resumidamente, "durante as operações das Forças de
Segurança, realizadas entre os dias 27 e 30 de Março, foram fiscalizados
presencialmente em Portugal 43.212 veículos, tendo sido registado um total de
11.306 infrações, das quais 793 relativas ao uso indevido do telemóvel durante
a condução".

No período da campanha, "registou-se um total de 1.393 acidentes, de que resultaram 3 vítimas
mortais, 13 feridos graves e 391 feridos leves", sendo que "as 3 vítimas mortais, todas do sexo
masculino, tinham idades entre 19 e 54 anos", com três acidentes com vítimas mortais a terem ocorrido nos distritos de Viana do Castelo, Aveiro e Lisboa.

"Todos estes acidentes foram despistes,
envolvendo 3 veículos ligeiros, e, num dos casos, com subsequente colisão com
um velocípede. Um dos despistes ocorreu numa estrada municipal e os outros dois
em arruamentos", informa a nota. "Relativamente ao período homólogo de
2022, verificaram-se mais 190 acidentes, mais 2 vítimas mortais, menos 11
feridos graves e mais 5 feridos leves", conclui.