A Iniciativa
Liberal Madeira diz não ter nada contra a baixa de impostos. "Bem pelo contrário. Não sendo muito — é mesmo
bem pouco — a baixa do IVA nos 44 produtos considerados essenciais, é melhor do
que nada e já vem tarde", refere o partido em comunicado.

Lembrando que os fornecedores de matéria-prima, os produtores e os comerciantes pagam impostos, a IL aponta od edo ao Governo.

"O Estado, o
parceiro cego surdo e mudo que ganhou em todas as etapas do processo, a
sanguessuga que só acrescenta euros ao custo do produto final decide, ao fim de
imenso tempo a encher os cofres de toda a forma e feitio, prescindir de uma pequeníssima parte
do que normalmente rouba no processo — 5% sobre o preço final de 44 produtos —,
uma percentagem mínima dos bens que estão no mercado, uma percentagem ínfima do
que ganha, em toda a cadeia, com a produção desses mesmos produtos e de todos
os restantes. Uma pura manobra de propaganda", pode ler-se no texto assinado pela Comissão Coordenadora.

O comunicado também aborda as decisões tomadas pelo Governo Regional: "Por cá o Sr.
Presidente já disse que ia aplicar o mesmo. A pessoa que sempre se recusou a
baixar o IVA, porque isso não ia resolver nada e não chegava ao consumidor
final. Então e a treta dos restaurantes que tanto usou como exemplo?"

Entretanto,
o Governo Regional acabou com a neutralidade do ISP, poupando assim cerca de 9
milhões de euros. Quando o aumento de 1% para a Função Pública vai custar —
cálculos governamentais — 10 milhões, não é preciso ser muito esperto para
perceber quem vai pagar o quê… E
como sempre, tratam-nos como verdadeiros idiotas.
— Comissão Coordenadora da IL-M