Uma delegação da Comissão
Coordenadora da Iniciativa Liberal Madeira reuniu, no passado dia 17 de Fevereiro, com a presidente do Instituto
de Emprego da Madeira, Vânia Jesus.
"Para além da habitual troca de
cumprimentos, fomos aferir das áreas de intervenção do IEM, saber do seu modo
de funcionamento e esclarecer dúvidas que tínhamos", começa por dizer através de uma nota de imprensa.
"Somos dos que entendem que o melhor
apoio social é um emprego, que uma Madeira próspera e com futuro, depende de
uma economia forte e em crescimento", refere e acrescenta: "Uma economia forte que proporcione
mais emprego, padrões de vida mais altos e melhores serviços".
No seu entender, "urge transformar o paradigma das
políticas de emprego, transformando-as numa ferramenta eficaz para ajudar todos
os desempregados a encontrar emprego".
Não podemos continuar a desperdiçar
de milhões em políticas ineficazes, quando o devíamos estar a fazer apoiando a
requalificação e a criação de postos de trabalho. Um trabalhador empregado é um
contribuinte líquido para o Estado, tanto com aquilo com que contribui, como pelo
facto de não necessitar de ser apoiado".
Para a Iniciativa Liberal, "o modelo tem de ser reequacionado,
deixando de ser um mero intermediário entre quem procura emprego e quem o tem
para dar".
Estabelecer serviços de atendimento
focados no aconselhamento das empresas nos seus processos de recrutamento e
criar equipas de orientação de carreira estabelecendo perfis que possam
projectar caminhos personalizados eficazes, para aproveitando ao máximo as
possibilidades dos desempregados".
Usar as tecnologias mais recentes no
sentido de melhorar a empregabilidade, combinando pessoas e empregos. Usar
sistemas 'big data', para compartilhar todas as informações existentes
relacionadas com o mercado de trabalho, as necessidades das empresas e o perfil
profissional dos desempregados. Criar ferramentas de perfis estatísticos, a fim
de determinar o grau de empregabilidade, oferecendo, assim, políticas mais
eficazes de obtenção de emprego".
Para efeitos estatísticos, para a
Iniciativa Liberal, tem emprego quem trabalha em horário regular (mesmo que em
tempo parcial) e deixamos de fora, considerando-os desempregados, quem está em
estágio profissional (remunerado ou não), quem frequenta acções de formação e
quem, mesmo trabalhando, fá-lo por intermédio do 'Desemprego' (IEM), sendo por
este pago".
"Sabemos que é o trabalho que oferece
oportunidades que permitem a progressão social. E por o sabermos, é que estamos
comprometidos com a criação de emprego", concluiu.

