“É preciso modernizar as regras
relativas às cartas de condução e adaptá-las à realidade dos nossos dias. Temos
uma população cada vez mais envelhecida, veículos - que não automóveis- a
circular nas estradas e por isso é preciso adaptar as regras, mas não a
qualquer custo” afirma a eurodeputada do PSD, Cláudia Monteiro de Aguiar,
membro da Comissão dos Transportes no Parlamento Europeu (PE), referindo-se às
propostas do grupo dos Verdes que propunham introduzir nesta nova directiva
medidas que iriam sobrecarregar e discriminar injustamente os condutores com
mais idade. Entre outras e a título de exemplo, refira-se
a necessidade de realização de exames médicos obrigatórios apenas para os
condutores mais velhos. O PPE (grupo do qual faz parte o PSD) considera que
estes exames deveriam basear-se em critérios médicos e não apenas na idade, tal
como já acontece em muitos Estados-Membros, designadamente em Portugal.

“Ao contrário das propostas dos
Verdes, o PPE acredita que quaisquer novas medidas devem dar prioridade à
segurança rodoviária sem penalizar injustamente os cidadãos. Por isso nós
travámos certas propostas”, sublinha Cláudia Monteiro de Aguiar, lembrando que,
no ano passado, em Portugal, foram registados mais de 32 mil acidentes
rodoviários dos quais resultaram 462 mortes e que o PSD mantém-se firme no seu
compromisso de capacitar os condutores, “propondo medidas para melhorar a
segurança rodoviária sem impor encargos desnecessários nem barreiras aos
cidadãos”, acrescenta a eurodeputada.

“Para esta directiva propusemos
medidas que pretendem melhorar a vida das pessoas, tais como a redução da idade
para obter cartas de condução profissionais e permitir a condução acompanhada”,
sublinha, ainda, Cláudia Monteiro de Aguiar.

Paralelamente, com uma taxa de
desemprego juvenil de 14% na UE, uma escassez premente de meio milhão de
motoristas profissionais e uma força de trabalho envelhecida, há uma
necessidade urgente de abrir a profissão aos mais novos.

“Vamos proporcionar aos jovens
condutores a oportunidade de se formarem e aperfeiçoarem as suas competências
em condições reais e enfrentar a escassez de condutores profissionais”, afirma
a deputada.

Entre outras medidas propostas, está
também a emissão de uma carta on-line e em papel (para quem não tem acesso aos
meios digitais), a introdução de cartas de condução provisórias, esquemas de
condução acompanhada para os condutores de 17 anos nas categorias B, C, C1,
entre outras.

“Sabemos as necessidades dos
cidadãos europeus e lutaremos para preservar a sua mobilidade e independência
sem os sujeitar a obstáculos burocráticos desnecessários. Bloqueámos certas
propostas que criam barreiras, apresentamos medidas que vão ao encontro das
necessidades de todos os cidadãos e com o respeito pelo princípio da
subsidiariedade, deixando certas normas para serem decididas por cada um
dos Estados-Membros”.