O Município da Ponta do Sol vai atribuir um novo apoio financeiro, em aditamento ao que anualmente é atribuído à Associação Humanitária, em mais 11,5 mil euros, com o intuito de assegurar aumentos salariais do próximo ano.
O compromisso foi assumido pelo vice-presidente da autarquia, Sidónio Pais, durante a sua
participação no 37.º aniversário da Associação Humanitária de Bombeiros da
Ribeira Brava e Ponta do Sol que decorreu hoje ao final do dia.
Na ocasião, Sidónio Pais destacou a importância da existência
de um corpo de bombeiros "vivo e coeso" em que os seus elementos são justamente
distinguidos e promovidos, vincando que “é fundamental valorizar os bombeiros” e adiantando mesmo que o Município dará já um primeiro passo através do reforço do
apoio atribuído à Associação Humanitária para apoiar directamente o aumento dos
salários dos seus colaboradores, sejam eles bombeiros ou civis.
O Município da Ponta do Sol está particularmente atento à desmotivação vigente
dos bombeiros e continuará empenhado em encontrar soluções para os problemas catuais, entre os quais o reforço da valorização profissional destes homens e
mulheres. Estamos conscientes do real
impacto socioeconómico que a inflação e a subida das taxas de juros estão a ter
nas famílias dos nossos bombeiros, pelo que o executivo da Ponta do Sol
considera fundamental reforçar financeiramente a Associação Humanitária permitindo
deste modo aumentos salariais
Por outro lado, o vice-presidente relembrou também que se encontra em discussão o novo Modelo de Financiamento das
Associações Humanitárias de Bombeiros Voluntários. O autarca assegura que o
Município da Ponta do Sol considera o modelo actualmente em vigor "insustentável",
por isso está empenhado na implementação deste novo modelo, e considera que
seria importante que pudesse entrar em vigor logo no início de 2024.
No
entanto, acrescenta “que o mesmo carece de clarificação, especialmente no que
concerne aos valores finais, bem como à definição do modelo de acompanhamento e
controlo das despesas suportadas pelos municípios, já que, no que se refere à
Ponta do Sol, estas são e serão sempre controladas pela Câmara”.
Igualmente importante frisou que é assegurar a capacidade financeira das Associações Humanitárias, "pelo que deve
ser verificada a existência da capacidade de assumirem compromissos com algumas
obrigações financeiras, tal como previstas no modelo, como é o caso de: subsídios
de turno, horas extraordinárias, entre outras".
Nesse sentido, o Município da Ponta do Sol explicou que tem questionado a direcção da associação humanitária dos bombeiros voluntários da
Ribeira Brava e Ponta do Sol sobre esta matéria, sem ainda deter uma resposta
cabal por parte desta.
“Num passado, não muito
distante, esta Associação Humanitária foi conduzida a graves problemas
financeiros, com impactos significativos na vida dos bombeiros e das suas
famílias. Pela parte do Município da Ponta do Sol tudo faremos para que tal não
volte a acontecer”, conclui o vice-presidente.
