A greve decretada para esta
sexta-feira, 10 de Novembro, pelo Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), que "visava pressionar o Governo/Ministério da Saúde a agendar reunião
com vista a negociar soluções para os vários problemas dos enfermeiros
(Contagem de pontos, reposição da paridade salarial entre a Carreira de
Enfermagem e a Carreira Técnica Superior da Administração Pública, etc)", foi suspensa, informação a organização sindical.
O facto de "o pedido de demissão do Primeiro
Ministro, aceite pelo Presidente da República", que "determinou que o atual Governo
deixasse de estar na 'plenitude' das suas condições para governar. Ou seja, o
Governo está 'em funções de gestão'", foi a razão apontada num comunicado emitido esta manhã.
Assim, refere, "estas novas circunstâncias, que
levaram o Governo a desconvocar reuniões negociais agendadas com outras
estruturas sindicais (Frente Comum, FNAM, etc), tornaram irrealizável o
objectivo da Greve decretada para dia 10 de Novembro", anuncia.
Mas lembram que "os problemas dos
enfermeiros mantêm-se, vão agudizar-se e requerem soluções pelas quais
continuaremos a lutar".
Desta forma, "em função do novo quadro político
que o Presidente da República vai decidir e anunciar, o Sindicato dos
Enfermeiros Portugueses reajustará o seu plano de intervenção e luta", promete o SEP, que aproveita para apelar "à forte
participação dos enfermeiros na manifestação (a realizar em Lisboa e Porto)
convocada pela CGTP para dia 11 de Novembro".
Refira-se que também na Madeira, no sábado, haverá uma manifestação organizada pela USAM, englobada neste protesto convocado pela CGTP.
