A Organização
Não Governamental (ONG) ‘White Ribbon’ – Laço Branco – esteve, esta manhã, num
evento organizado pela Universidade da Madeira intitulado ‘De mãos dadas na
Prevenção da Violência de Género’.

O director
executivo, Humberto Carolo, é luso-canadiano e está na organização há 18 anos.
Por estar familiarizado com a violência doméstica no seio familiar, Humberto
percebeu que tinha de contribuir para a mudança deste paradigma cultural.

Em declarações
ao DIÁRIO, o director executivo definiu a ‘White Ribbon’ por “um movimento
global composto por homens e rapazes que trabalham para pôr fim à violência
masculina contra mulheres e meninas”.

Em relação à
importância desta causa, Humberto Carolo referiu que é preciso intervir e não
deixar que esta violência seja a “norma” para a maioria dos adolescentes. “Nós
sabemos que a violência doméstica é cíclica, de uma geração para outra geração
e, se nós não envolvermos as gerações correntes, especialmente dos homens e
jovens, para mudar as mentes, para mudar as atitudes e essas normas que levam
ao uso da violência, então essa violência vai continuar”, reiterou.

No que toca às
ações de sensibilização, Humberto Carolo mencionou duas campanhas que foram
apresentadas na conferência: ‘Boys don’t cry’ – Rapazes não choram - e ‘Mens of
Quality’ - Homens de qualidade. Estas duas campanhas publicitárias servem para
sensibilizar os rapazes e homens das normas tóxicas sociais.

Para além
destas, o diretor executivo falou que desenvolvem “várias campanhas no setor da
educação, em parceria com grupos, associações e com jovens, com apoio do
Ministério de Educação do Ontario, no Canadá, para a prevenção da violência
sexual, assédio sexual e também a prevenção da exploração sexual”.

Questionado
sobre a perceção social de que a desigualdade de género é maior nos países não
desenvolvidos, Humberto retorquiu que essa perceção “é completamente errada”.
Expôs ainda que têm visto um aumento de violência baseada no género. “Nós temos
visto um aumento da violência baseada no género, violência doméstica nos
últimos anos, especialmente durante a pandemia do Covid-19, aumentou cerca de
30%”.

Cristina
Pinheiro, coordenadora da Comissão de Direitos, Liberdades e Garantias e Plano
de Igualdade da Universidade da Madeira (CDLG-Uma); Mariana Bettencourt,
Diretora de Serviços de Igualdade e Cidadania, da Secretaria Regional de
Inclusão e Juventude; Humberto Carolo,

Diretor
Executivo da ‘White Ribbon’ (Canada) e Joana Martins, Coordenadora da União de
Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR – Madeira), foram os intervenientes desta
palestra.

Esta conferência
foi organizada pela Universidade da Madeira e UMAR Madeira, em parceria com a
Embaixada.

Esta notícia foi elaborada pela estagiária Bruna Jardim, com supervisão do editor executivo Ricardo Duarte Freitas