São “boas-notícias”, diz a presidente da APRAM – Administração dos Portos da Região Autónoma da Madeira. “No espaço de seis meses temos três navios desta grande companhia que vêm fazer a sua estreia ao Funchal”, avança Paula Cabaço.
“Isto demonstra que a companhia continua a apostar no nosso porto para os seus navios”, reforça a responsável, enfatizando que “o dia de hoje do Porto do Funchal é um bom exemplo de como o turismo de cruzeiros é importante para a economia regional”.
Estamos a desembarcar cerca de 800 pessoas e a embarcar cerca de 600 pessoas. O Funchal é o destino final desta viagem e, provavelmente, muitos destes passageiros vão continuar na cidade e na Madeira por mais alguns dias. Aqueles que embarcam, provavelmente, alguns deles também vieram antes de avião e permaneceram mais tempo na cidade. Isto, para nós, é importante do ponto de vista económico. Para além, de todo o movimento que gera do ponto de vista de transfers entre o aeroporto e o porto (...). Há aqui outro aspecto também muito importante e que também reflecte esta importância económica da indústria. Temos mais de 200 viaturas hoje a circular dentro do porto (entre autocarros, táxis, viaturas, turismo, viaturas particulares que vêm buscar os seus passageiros e há mais um dado a acrescentar, que é o facto de estarmos abastecer navios (...). Tudo isto em conjunto mostra bem a importância que esta actividade tem
Conforme já foi noticiado, são três os navios que este sábado fazem escala no porto do Funchal, movimentando mais de 10 mil pessoas.
Todavia, nem tudo são rosas. A responsável pelos portos da Região,
manifestou a sua preocupação com o impacto da greve dos portos, que já motivou
o cancelamento de cinco navios de cruzeiro (numa perda total de 10.500
passageiros) e cujo segundo período começa na próxima terça-feira, 14 de
Novembro. Para já, na sequência deste novo período de greve, foram
canceladas duas das cinco escalas no Porto do Funchal previstas para esse dia.
“Duas escalas que tínhamos previsto para terça-feira
já foram canceladas. Se a greve for levantada ainda vamos tentar junto com os
armadores recuperá-las, mas é sempre para nós muito dramático perder escalas”, lamentou Paula Cabaço em declarações aos jornalistas.
“Está previsto um segundo período de greve
agora para a próxima terça e quarta-feira. Tivemos ontem, em conjunto com as
restantes autoridades portuárias, uma reunião com o sindicato que representa os
pilotos no sentido de os sensibilizar que, nesta altura, tendo em conta a
situação política no país, não é possível seguir com as negociações e onde,
naturalmente, fizemos um apelo para que novamente adiassem a greve até que haja
condições políticas para que se possam sentar com quem tem poderes para o
efeito, que como sabem é o Governo da República (…). Seja como for, ainda não
temos resultado”, complementou o presidente da APRAM.
Para já, os sindicatos mantêm os períodos de greve definidos para 14, 22 e 29 de Novembro.
Pese embora a proclamada importância do sector, Paula Cabaço
reconhece ainda “racionalidade” da decisão do Governo Regional em colocar em ‘stand
by’ a obra de alargamento do Porto do Funchal.
Naturalmente sempre defendemos o alargamento, mas
compreendemos perfeitamente o facto de ele não poder ser posto em cima da mesa
nesta legislatura, quando há uma prioridade muito maior, que é a questão do hospital

