Agora que a Madeira tem um novo governo, que toma posse a 17
de Outubro, estão reunidas as condições necessárias para que as cimeiras insulares
sejam retomadas.

À margem das Jornadas Atlânticas de Turismo que decorrem desde ontem, em Velas, José Manuel Bolieiro garante que estas cimeiras que juntam
Açores e Madeira, “focadas sobretudo no interesse das regiões e dos nossos povos,
e não das configurações políticas de formação governativa” são muito úteis. Aliás,
julga que "têm sido um sucesso" e vão continuar a ser alimentadas.

“Estas soluções, como são muito disruptivas em relação a
práticas anteriores, não se fazem num estalar dedos. Têm que ser com
persistência, consistência e insistência”, referiu quando questionado pelo
DIÁRIO sobre a necessidade de manter vivo o projecto iniciado na década
passada.

O presidente do Governo açoriano assume ter “o compromisso
de, face à última cimeira que foi realizada na Madeira, a próxima a ser nos
Açores, a exemplo do que já tinha sido antes, com o anterior governo dos
Açores, que não o meu, aqui nos Açores”. Mais, julga estar perante “uma irmandade
e uma solidariedade arquipelágica que nos convém fazer, em nome dos nossos
povos e das nossas ilhas”.

O próximo encontro entre os governantes dos dois
arquipélagos pode acontecer ainda este ano, dado que em 2024 o calendário é
mais apertado por causa das eleições regionais. José Manuel Bolieiro vai nessa
altura a votos, encabeçando a lista da coligação que provavelmente juntará PSD,
CDS e PPM.