Boa noite!
Num mundo de contrastes somos surpreendidos com pouco ou até
com semelhanças só aparentes que nos remetem para a nossa condição ultraperiférica
que alguns classificam de inevitável pequenez.
Um atum rabilho foi hoje vendido por 256 mil euros no
tradicional primeiro leilão do ano do mercado de peixe de Toyosu, em Tóquio.
O preço dos 212 quilogramas de peixe foi mais do dobro do
montante alcançado no ano passado e é o sexto mais alto alguma vez pago no
principal mercado grossista de Tóquio, desde o início da recolha de dados em
1999.
O primeiro atum rabilho do ano na Madeira foi descarregado, anteontem,
na Lota do Funchal. Tinha 284 quilos, rendeu 3.396 euros e depois foi
comercializado na praça de peixe do Mercado dos Lavradores.
Cerca de 253 mil euros e alguns quilos separam o atum
japonês do madeirense para descontentamento dos nossos pescadores que devem
estar a pensar no negócio ao ritmo ‘Big in Japan’.
É com tamanha disparidade que nos apercebemos da dimensão
dos mercados, do valor cada um dá ao que precisa e da forma pouco ambiciosa como
localmente se trata quem vive do mar e das pescas.