O ex-presidente da Agência para o
Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), Pedro Reis, afirmou, esta
manhã, no Funchal, que “o novo alinhamento de oportunidades geopolíticas e
geoestratégicas favorece um hub como a Madeira” como destino de investimento.

“Esta desacoplagem dos grandes
blocos – EUA e China – veio para ficar, independentemente do desfecho da guerra,
e uma das suas variáveis é a viragem da Euro-Ásia para a Euro-África”, descreveu
o especialista, que entende que o futuro não vai depender tanto das grandes
logísticas e vai acelerar questões como a agenda climática, a digitalização e a
segurança. “Todos os programas a serem colocados no terreno constituem todo um
alinhamento que joga a favor de um teatro de operações como a Madeira”, acrescentou.

Pedro Reis afirmou que “a Madeira
responde bem” em termos de infraestruturas de comunicação, logística e
tecnológicas. Também tem talento e uma escala que se assegura “capacidade de se
regenerar e mudar o jogo com mudanças mais curtas”. O ex-presidente da AICEP
aponta potencialidades na digitalização e elogia a articulação existente entre ‘players’
privados e públicos. A definição de um projecto regional para o crescimento
sustentado da economia “é outro factor para a atracção de investimento”. “Além
do turismo e do imobiliário, a Madeira tem todas as condições para atrair
comunidades financeiras”, destacou Pedro Reis.

Esta posição foi assumida na Conferência
‘O Futuro do Investimento Directo Estrangeiro’, organizado esta manhã, no Savoy
Palace, pela ‘Sérvulo & Associados’ e ‘Nuno Teixeira Advogados’.