O PAN
Madeira está a acompanhar a Cimeira dos Oceanos e afirma, através de um comunicado enviado à redacção, que "temos enquanto civilização de mudar de vida, temos de mudar de decisores políticos".

O partido considera que o ambiente global está "à beira do caus, mas tantos são os governantes que olham para o lado e apenas pensam na economia e no seu conforto material".

"Fonte de recursos e depósito de resíduos" é o que os oceanos têm sido, onde a preservação "não tem tido prioridade", afirma o PAN.

A acompanhar a preocupação o secretário-geral das Nações Unidas, do presidente da República entre outros, o partido considera que o planeta não pode continuar à espera, e que a vida dos oceanos está a desaparecer "a um ritmo alucinante" através da crescente acidificação que trará maiores consequências para a vida do planeta (os resíduos urbanos não podem continuar a ser despejados nos oceanos sem existir tratamento).

A captura de espécies em vias de extinção, como o atum rabilho, não pode continuar, acrescentando que é feito "com subsídios ao combustível dos barcos de pesca".

O PAN destacou ainda os agrotóxicos que "provocam doenças e morte nos humanos e em todos os outros seres vivos em terra e no mar".

Os navios de cruzeiro são "terríveis para os oceanos, como tal há que os torná-los mais ecológicos e obrigá-los a serem mais eficientes energeticamente".

E desta forma, segundo o comunicado enviado, é "tempo de tomar opções".

Está na hora de deixar de pedir desculpas às próximas gerações e de sermos ativos na protecção dos ecossistemas, porventura esta geração será a última que poderá fazer alguma coisa para reverter os danos ambientais dos últimos dois séculos".
— Joaquim José Sousa, porta-voz do PAN Madeira.

O PAN Madeira defende, assim algumas medidas ambientalmente sustentáveis:

  • Utilizar
    fontes de energias renováveis e limpas (geotérmica, solar, eólica e
    hidráulica);
  • Privilegiar
    a produção e o consumo de alimentos orgânicos;
  • Privilegiar
    o uso de tecnologias que recorrem a fontes de energias renováveis;
  • Reciclar
    – recuperar - reutilizar;
  • Privilegiar
    os produtos biodegradáveis;
  • Preservar
    as áreas verdes.
  • Evitar
    o desperdício de água;

Medidas
socialmente sustentáveis:

  • Projetos
    educativos e sociais gratuitos, nomeadamente para pessoas com baixos
    rendimentos;
  • Ensino
    público de qualidade;
  • Programas
    de inclusão social, destinados a pessoas com necessidades especiais;
  • Qualificação
    profissional de desempregados, através de cursos gratuitos;
  • Saneamento
    básico, garantindo esgotos e água potável a todos os cidadãos;
  • Acesso
    generalizado à energia elétrica renovável;
  • Acesso
    gratuito ou a preços reduzidos à Internet a pessoas com baixos
    rendimentos;
  • Programas
    de sensibilização dos jovens para comportamentos de risco;
  • Programas
    de apoio para as pessoas mais carenciadas.

Medidas
economicamente sustentáveis:

  • Uso
    generalizado de energias limpas e renováveis, como a eólica e a solar;
  • Tratamento
    de resíduos orgânicos, nomeadamente através da reciclagem;
  • Transportes
    públicos gratuitos;
  • Transportes
    de mercadorias mais económicos e menos poluentes, como os meios
    ferroviários e marítimos;
  • Incentivos
    fiscais para empresas com práticas sustentáveis;
  • Sistemas
    de tratamento e de reaproveitamento de água;
  • Uso
    de materiais reciclados ou biodegradáveis.