O PAN
Madeira está a acompanhar a Cimeira dos Oceanos e afirma, através de um comunicado enviado à redacção, que "temos enquanto civilização de mudar de vida, temos de mudar de decisores políticos".
O partido considera que o ambiente global está "à beira do caus, mas tantos são os governantes que olham para o lado e apenas pensam na economia e no seu conforto material".
"Fonte de recursos e depósito de resíduos" é o que os oceanos têm sido, onde a preservação "não tem tido prioridade", afirma o PAN.
A acompanhar a preocupação o secretário-geral das Nações Unidas, do presidente da República entre outros, o partido considera que o planeta não pode continuar à espera, e que a vida dos oceanos está a desaparecer "a um ritmo alucinante" através da crescente acidificação que trará maiores consequências para a vida do planeta (os resíduos urbanos não podem continuar a ser despejados nos oceanos sem existir tratamento).
A captura de espécies em vias de extinção, como o atum rabilho, não pode continuar, acrescentando que é feito "com subsídios ao combustível dos barcos de pesca".
O PAN destacou ainda os agrotóxicos que "provocam doenças e morte nos humanos e em todos os outros seres vivos em terra e no mar".
Os navios de cruzeiro são "terríveis para os oceanos, como tal há que os torná-los mais ecológicos e obrigá-los a serem mais eficientes energeticamente".
E desta forma, segundo o comunicado enviado, é "tempo de tomar opções".
Está na hora de deixar de pedir desculpas às próximas gerações e de sermos ativos na protecção dos ecossistemas, porventura esta geração será a última que poderá fazer alguma coisa para reverter os danos ambientais dos últimos dois séculos".
O PAN Madeira defende, assim algumas medidas ambientalmente sustentáveis:
- Utilizar
fontes de energias renováveis e limpas (geotérmica, solar, eólica e
hidráulica); - Privilegiar
a produção e o consumo de alimentos orgânicos; - Privilegiar
o uso de tecnologias que recorrem a fontes de energias renováveis; - Reciclar
– recuperar - reutilizar; - Privilegiar
os produtos biodegradáveis; - Preservar
as áreas verdes. - Evitar
o desperdício de água;
Medidas
socialmente sustentáveis:
- Projetos
educativos e sociais gratuitos, nomeadamente para pessoas com baixos
rendimentos; - Ensino
público de qualidade; - Programas
de inclusão social, destinados a pessoas com necessidades especiais; - Qualificação
profissional de desempregados, através de cursos gratuitos; - Saneamento
básico, garantindo esgotos e água potável a todos os cidadãos; - Acesso
generalizado à energia elétrica renovável; - Acesso
gratuito ou a preços reduzidos à Internet a pessoas com baixos
rendimentos; - Programas
de sensibilização dos jovens para comportamentos de risco; - Programas
de apoio para as pessoas mais carenciadas.
Medidas
economicamente sustentáveis:
- Uso
generalizado de energias limpas e renováveis, como a eólica e a solar; - Tratamento
de resíduos orgânicos, nomeadamente através da reciclagem; - Transportes
públicos gratuitos; - Transportes
de mercadorias mais económicos e menos poluentes, como os meios
ferroviários e marítimos; - Incentivos
fiscais para empresas com práticas sustentáveis; - Sistemas
de tratamento e de reaproveitamento de água; - Uso
de materiais reciclados ou biodegradáveis.

