Os dados preliminares para a actualização do Plano de Gestão de Riscos
de Inundação, apresentados esta manhã na Secretaria Regional do Ambiente,
Recursos Naturais e Alterações Climáticas, apontam para uma redução das áreas que podem ficar
alagadas em consequência dos eventos de precipitação intensa como o 20 de
Fevereiro de 2010. Esta é a principal novidade do documento técnico que deverá
entrar agora numa fase de discussão pública e depois vigorar no período
2022-2027.

Segundo a secretária regional Susana Prada, a redução das áreas com
risco de inundação decorre de dois factores: as obras realizadas e a utilização
de tecnologia LiDAR (Light Detection And Ranging) no levantamento de dados para
a cartografia. “Apesar de ainda não termos os resultados finais, estou certa de
que as áreas em risco vão ser menores porque estamos muito mais protegidos
actualmente. Além disso, com esta cartografia tudo indica que as áreas que
foram definidas anteriormente eram maiores e estas vão ser ligeiramente mais
reduzidas”, descreveu a governante, à entrada para a sessão de apresentação,
realizada no edifício do Campo da Barca.

Susana Prada assegura que “hoje estamos muito mais seguros do que
estávamos em Fevereiro de 2010”. “Hoje temos mais reflorestação, temos açudes
de contenção de carga sólida construídos, temos muralhas nas linhas de água,
temos um funcionamento hidráulico muito melhor nas fozes das ribeiras e que
permite que o escoamento se faça para o mar e não faça aquele efeito de rolhas
que aconteceu no 20 de Fevereiro. Apesar de estarmos hoje bastante mais seguros
e protegidos contra as aluviões, estamos a actualizar o plano de gestão de
riscos de inundação”, completou.