O edifício na
Quinta do Leme (Santo António), pertencente à Assembleia da República, que se
encontrava no mercado desde 2011, foi finalmente vendido, por 430 mil euros. A
notícia é avançada na edição de hoje do jornal Negócios, que cita a
Secretaria-Geral do parlamento nacional. O valor da transacção fica abaixo do meio milhão de
euros que o imóvel custou em 1999, quando foi adquirido para acolher a
representação da Provedoria de Justiça na Região.
A antiga moradia era propriedade da Assembleia da República, que a cedeu gratuitamente
para funcionamento dos serviços da Provedoria de Justiça. Esta última entidade assumia os custos de manutenção e funcionamento, que considerava “significativos”, pelo que preferiu deixar o edifício. Assim, em Junho de 2011 a Provedoria de Justiça anunciou
a relocalização da sua representação da Madeira e que deixaria vago o imóvel na
Quinta do Leme.
Desde aquela data
que o imóvel se encontrava sem função ou actividade atribuída e se
transformou num imbróglio para o parlamento nacional. Sem destino a dar à
quintinha, em 2013 a Assembleia da República colocou-a à venda em hasta pública
com um valor base de 600 mil euros. Não apareceram interessados. Em 2018 fez
nova hasta pública, com desconto no preço - 400 mil euros – mas voltou a ficar
sem comprador. Em Fevereiro de 2019, houve uma terceira hasta pública mas o
resultado foi o mesmo.
Entretanto, a
partir de Agosto de 2019, a Assembleia da República mudou de estratégia e
decidiu colocar o negócio nas mãos de uma imobiliária. Desde então a venda do
imóvel estava a ser publicitada no site da empresa por 450 mil euros. A mediadora teria direito a um prémio de 3,5 por cento em caso de concretização
da transacção.
O edifício já
apresentava sinais de degradação e não tinha energia eléctrica. Apesar de
constar do site da imobiliária, quem passava pela rua da Quinta do Leme não
encontrava qualquer cartaz ou informação de que se encontrava à venda.

