A Associação do Caminho Real da Madeira promoveu, este
sábado, uma caminhada pelo Caminho Real 24, que contou com cerca de 30
participantes, onde decorreu um workshop de fotografia, com o formador Pedro
Carvalho da ‘Academia Carvalho at Work’.
Após uma breve apresentação dos conceitos fotográficos, que
decorreu no Poiso, os caminheiros percorreram os 7km do CR24, até à Achada do
Cedro Gordo, passando pelo Chão das Feiteiras e pelo Ribeiro Frio. Pelo caminho
foram sendo partilhadas algumas técnicas fotográficas, como enquadramentos,
luminosidade, focagens, zoom e movimento, permitindo aos participantes
aprofundarem os seus conhecimentos no terreno com registo de pormenores,
pessoas e paisagens.
Num dia com o clima temperado convidar à contemplação, o
percurso proposto para este evento, desenvolveu-se nos concelhos de Santa Cruz,
Machico e Santana, com a paisagem decorada com um manto primaveril, onde se
destacam as muitas flores como orquídeas selvagem e massarocos e ainda
vinháticos, urzes e fetos arbóreos.
Pelo caminho regista-se uma das mais bem-sucedidas
iniciativas de reflorestação na ilha da responsabilidade do Engenheiro
Silvicultor Eduardo Campos Andrade na década de 50, após o flagelo continuado
de incêndios e exaustão de recursos arbóreos para abastecimento energético da
cidade do Funchal. O pequeno trajecto pelo Caminho Real passou ainda por zonas
de lazer, por um local apropriado ao pastoreio e mergulhou na sempre exuberante
floresta Laurissilva até ao antigo posto aquícola de produção de salmonídeos
(trutas) da Região. O passeio terminou na Igreja de São João Baptista, já no meio
da povoação da Achada do Cedro Gordo, por entre terrenos agrícolas verdejantes
e profusamente cultivados.
No final os participantes reuniram-se num almoço convívio no
Cedro Gordo, onde a temática da fotografia continuou a ser abordada,
antecipando o próximo evento da Associação que decorrerá no mês de Junho tendo
como tema a gastronomia.
Sobre a ACRM
A Associação do Caminho Real da
Madeira, constituída formalmente no dia 17 de Fevereiro de 2017, tem como
fim defender, valorizar e promover as rotas centenárias agregadoras do
património histórico, etnográfico, cultural, arquitectónico e natural da
Madeira, em contextos urbanos, rurais e florestais, através de actividades de
carácter cultural, pedagógico, científico, desportivo, recreativo, social ou outras
afins
