“O dr. Dionísio
Pestana está proibido pelo Governo de vender a Empresa de Cervejas a
estrangeiros. A empresa tem que continuar a estar aqui, na Madeira”. A
afirmação foi proferida pelo presidente do Governo Regional, Miguel
Albuquerque, tendo ao seu lado o líder do Grupo Pestana, na festa dos 150 anos
da empresa, que decorre esta tarde nas instalações do parque dos Socorridos.
O chefe do
executivo explicou que a longevidade e o sucesso da Empresa de Cervejas da
Madeira (ECM) resulta do empenho dos seus trabalhadores mas também da qualidade dos
produtos, que "já fazem parte da identidade dos madeirenses".
"Se nós acordássemos um dia e de repente tivesse desaparecido a cerveja
Coral, a Brisa Maracujá ou a Laranjada todos íamos sentir que tinha
desaparecido algo das nossas vidas, que nos acompanha desde pequenos”, referiu.
A identidade
nacional da sociedade de produção de cervejas e refrigerantes foi igualmente
destacada pelo administrador Miguel de Sousa: “Somos a única empresa em
Portugal que é 100 por cento portuguesa. Temos muito orgulho nisso. Os nossos
concorrentes são os maiores e mais poderosos do Mundo, mas, mesmo assim, nós
aqui estamos, nós temos o nosso lugar. E naquilo que nós somos bons ninguém nos
bate”.
O presidente da
Câmara Municipal de Câmara de Lobos, Pedro Coelho, realçou o mesmo aspecto e
lembrou o contributo financeiro que a empresa dá para as finanças do município.
“É um enorme orgulho ter uma empresa desta dimensão em Câmara de Lobos e com
sede fiscal em Câmara de Lobos. Como sabem, aquilo que a Câmara Municipal
recebe via Orçamento de Estado é resultado de um conjunto de impostos, em que
as empresas que têm sede no nosso concelho contribuem para isso mesmo. Por isso
mesmo, é muito importante que esta empresa continue a ter sede aqui. É uma
empresa que faz falta à Madeira e em particular a Câmara de Lobos”, sublinhou.
No arraial montado nas instalações dos Socorridos participam milhares de pessoas, entre trabalhadores, clientes e convidados da ECM.



