Através de comunicado, o Chega-Madeira veio hoje defender
que “são necessárias regras que prevejam que quem recebe
subsídios de desemprego ou RSI, podendo trabalhar, têm que aceitar trabalho ou
serviço comunitário, desde que tenham qualificações para o efeito, de modo a
compensar aquilo que usufruem pago pelo Estado”.

De acordo com o partido, isso seria benéfico para criar “as
condições para salvaguardar e incentivar, os pequenos e médios empresários,
investidores e trabalhadores”, bem como para “evitar prejudicar ou
desincentivar todos aqueles que trabalham e se esforçam para ter uma vida digna
melhor”.

O vencimento e a função a desempenhar têm que ser
proporcionais ao empenho, habilitações e produtividade do trabalhador, nas
empresas e no Estado, acabando com a actual política laboral desequilibrada, que
penaliza e desincentiva quem mais se esforça e trabalha, não se vislumbrando
qualquer tipo de solução a adoptar, tanto pelo Governo da República, como pelo
Governo Regional da Madeira

O partido liderado por André Ventura, fazendo referência ao
caso específico da Região, onde o turismo é a maior indústria, afirma que “a
sazonalidade também implica uma política de contratação de trabalhadores de
forma selectiva”.

Não podemos
continuar a ser o país onde quem se sacrifica a trabalhar, sustenta
injustamente quem nada faz, por opção própria, encostado ao sistema. É ver
esplanadas e cafés cheios de gente que recebe o RSI e nada produz, mas recebem
o fruto de quem se sacrifica a trabalhar