O PCP entregou na Assembleia Legislativa da Regional um Projecto de Resolução que recomenda ao Governo da República que inicie um processo negocial
com a ANA Aeroportos, "para garantir a redução das taxas aeroportuárias dos
aeroportos da Madeira e do Porto Santo". O anúncio foi feito pelo deputado Ricardo Lume, numa iniciativa promovida esta quarta-feira, dia 9 de Fevereiro, junto ao Aeroporto Internacional da Madeira, Cristiano Ronaldo.

"Numa Região insular e ultraperiférica como a nossa, torna-se
fundamental garantir que as infra-estruturas aeroportuárias estejam
verdadeiramente ao serviço dos trabalhadores e do povo da Madeira e do Porto
Santo e não apenas ao serviço dos grandes interesses privados, sejam eles
regionais, nacionais ou internacionais", começou por sublinhar o parlamentar.

Ricardo Lume recorda que "na Região Autónoma da Madeira 26% do PIB está directamente
ligado às actividades turísticas", pelo que "o facto de termos das taxas aeroportuárias
mais caras da Europa é factor de retracção do sector, impedindo assim o
desenvolvimento da Região".

"Depois do ruinoso negócio para a Região, que resultou na
entrega dos aeroportos a uma multinacional, os resultados estão à vista: o
acumular de passageiros em filas de espera; a supressão e adiamento de voos; a
degradação das condições de conforto, fiabilidade e segurança. Estas constituem
consequências da alteração do modelo de gestão pública, para um modelo de
gestão unicamente centrado no máximo lucro e na remuneração dos acionistas da
VINCI. Aumentou a precariedade laboral e a subcontratação e foi reduzido o
investimento", salienta o deputado do PCP, criticando a actual gestão dos aeroportos da Região.

Lume lembra ainda que, altura, "foi garantido que as taxas aeroportuárias seriam equiparadas
às do aeroporto de Lisboa, mas efectivamente o que aconteceu, foi um aumento
global das taxas aeroportuárias nos aeroportos nacionais na ordem dos 167% em
apenas 5 anos".

"As taxas de serviço a passageiros cobradas nos aeroportos da
Madeira e do Porto Santo são superiores em 31,3% às praticadas no aeroporto de
Lisboa e 78% superiores às praticadas nos aeroportos dos Açores", reforçando que "o que salvaguardava os interesses dos
madeirenses e porto-santenses era a redução efectiva das taxas aeroportuárias
dos aeroportos da Madeira e do Porto Santo".