A Direcção Regional de Estatística da Madeira (DREM) revela esta segunda-feira que, no 4.º trimestre de 2021, o Índice do Custo de Trabalho (ajustado de dias úteis) na
Região Autónoma da Madeira (RAM) registou um decréscimo de 1,5% em relação ao
4.º trimestre de 2020.
Esta variação resultou do efeito conjugado das variações
ocorridas nas suas duas principais componentes:
- Os custos salariais (por
hora efectivamente trabalhada), que diminuíram 1,4% em relação ao trimestre
homólogo.
Os custos salariais incluem o salário base, prémios e subsídios
regulares, prémios e subsídios irregulares (subsídio de férias, subsídio de
Natal; prémios de fim do ano/distribuição de lucros; outros prémios e subsídios
pagos com carácter irregular), pagamento por trabalho extraordinário e pagamento
em géneros.
- Os outros custos (não
salariais, também por hora efectivamente trabalhada), que registaram um
decréscimo homólogo de 1,7%.
Já os outros custos incluem indemnizações por despedimento,
encargos legais a cargo da entidade patronal (contribuição patronal para a
Segurança Social; seguro de acidentes de trabalho e doenças profissionais),
encargos convencionais, contratuais e facultativos (prestação complementar de
reforma/invalidez; seguro de saúde; seguro de vida/acidentes pessoais; prestações
sociais pagas directamente ao/à trabalhador/a em caso de ausência por doença).
A nível nacional, o valor daquele índice registou um acréscimo
homólogo de 2,4%: +2,5% na componente dos custos salariais e +2,3%
nos outros custos.
Em termos anuais, o Índice
de Custo do Trabalho (ICT), na Região, em 2021, registou um aumento de 1,2%
face ao ano de 2020, devido ao incremento anual observado nos outros custos
(+5,9%), visto que nos custos salariais a variação foi nula (0,0%).
No conjunto
do País, a variação anual deste índice, neste ano, foi de 2,5%, resultado das
subidas observadas nos custos salariais e nos outros custos, de 1,9% e 4,7%,
respectivamente.

