Baseando-se num estudo que mede a vegetação viva de uma determinada área e caracteriza a sua distribuição
espacial, a Comissão Coordenadora da Iniciativa Liberal Madeira refere que "o Funchal aparece como a cidade mais mal classificada" e que "poderiam ser evitadas 23 mortes por ano", caso houvesse mais e melhores espaços verdes.
O planeamento urbano da
capital, e de um modo geral dos centros urbanos, ao longo de décadas, tem sido
desastroso. Sempre se definiu como menos prioritário vocacionar mais espaço
público para a floresta urbana".
O paradigma tem de ser
mudado urgentemente, e as razões, para não nos estendermos, estão inclusas em
diversos painéis intergovernamentais para as alterações climáticas".
Ao invés de se tomarem
medidas para mudar o que está mal, as entidades oficiais, certamente avessas
aos dados, à informação estatística, avessa ao que veiculam os estudos, prefere
a opacidade e o imobilismo, à moda da Coreia do Norte. Desconhecem que, numa
sociedade evoluída, os dados estatísticos e os indicadores servem para não se
viver no mundo das percepções, para não se emprenhar com a propaganda. E se se
quer evoluir, não é tapando o sol com a peneira, fingindo que está tudo bem
para não ferir esta ou aquela susceptibilidade".
No seu entender, "era bom que as
instituições madeirenses, ao contrário de fazerem leituras 'políticas', se
interessassem mais pelos estudos técnicos e percebessem que todos temos o mesmo
objectivo: o melhor para a Região, neste caso particular, o melhor para a cidade
do Funchal".

