Alunos da Escola Básica e Secundária da Ribeira Brava participaram ontem em tr~es actividades, uma mais didáctica, uma mais ambientalista e outra mais lúdico-desportiva. Primeiro alunos responderam um quiz sobre o mar, depois limparam a praia local e, por fim, jogaram à bola na praia e remaram em cima de pranchas e canoas.
"Há já exatamente vinte e cinco
anos que o Dia Nacional do Mar é evocado em
Portugal a 16 de Novembro", repara uma nota enviada pela escola. "Para evocar esta efeméride, a coordenação
do projecto 'Mare Nostrum
– Escola Azul' da Escola Básica e Secundária Padre Manuel Álvares (EBSPMA), em
articulação com a coordenação do programa Eco-Escolas e o grupo de Educação
Física daquele estabelecimento de ensino, dinamizaram ontem na secundária
ribeira-bravense, primeiro, e, posteriormente, na frente-mar da Ribeira Brava,
um conjunto de ações evocativas".
Assim, "o Dia Nacional do Mar começou com um
desafio à literacia marítima dos alunos da EBSPMA: o Quiz Dia Nacional do Mar,
desafio do qual se sagrou vencedor o aluno Manuel Ramos, do 8.º C.
Seguiu-se uma 'Acção de limpeza de Mar', bem como
diversas 'Actividades Náuticas', entre as quais canoagem, futebol de praia e Stand
Up Paddle", explica.
"Beatas e plásticos foram os resíduos recolhidos em maior
quantidade nesta acção de limpeza, numa altura em que se sabe que os microplásticos
e nanoplásticos são uma realidade omnipresente em todo o planeta e, inclusive,
no organismo humano, resultado da inalação destas micropartículas no ar que
respiramos bem como através da ingestão de alimentos", recorda. "A situação é tanto mais
preocupante se atentarmos nos resultados de estudos recentes que indicam que um
adulto ingere, em média, aproximadamente 5 gramas de plástico por semana, o
equivalente a um cartão de crédito", sinaliza.
Deste modo, "as actividades dinamizadas proporcionaram, segundo os professores
organizadores das mesmas, uma experiência diferente aos alunos da EBSPMA, bem
como momentos únicos de confraternização aliados à consciencialização ambiental,
porque dificilmente se poderá preservar aquilo que não valorizamos. Uma 'gota de
água num oceano', é certo, mas não menos certo que o facto de os oceanos serem
constituídos por muitos triliões de gotas de água", conclui.



