José Manuel Rodrigues não deverá continuar como presidente
da Assembleia Legislativa da Madeira. Pelo menos é este o entendimento conjunto de Miguel Silva Gouveia e Pedro
Coelho partilhado no Debate da Semana da TSF, programa que conta com moderação de Leonel de Freitas.
Tendo em conta o resultado da última sondagem da Aximage
para o DIÁRIO e TSF, que deixou claro que o PSD conquistaria maioria absoluta nas
próximas eleições Regionais sem necessitar da 'ajuda' do CDS, o painel tirou uma conclusão unânime: a figura poderá voltar a estar ligada aos social-democratas, mesmo que o levantamento ao desempenho de José Manuel Rodrigues tenha resultado em boa nota para o histórico centrista.
O primeiro a tocar no assunto lançado para a mesa do Debate da Semana foi o rosto da Coligação
Confiança, Miguel Silva Gouveia, que além de profetizar esta mudança na presidência do parlamento madeirense também prevê que o CDS irá perder uma das secretarias.
Esta sondagem é bastante preocupante
para o CDS, porque remete-o para uma irrelevância política. Sozinho tinha dois
deputados e o PSD sozinho garantiria a maioria absoluta e fica sentenciado que
não terá a presidência da Assembleia Legislativa da Madeira. Acho que o PSD quererá
meter como principal figura da Região um dos seus quadros, legitimamente, isto
se a sondagem vier a se confirmar, o que empurraria para fora dessa presidência
o actual presidente, por muito bom papel que tivesse desempenhado. A sondagem
[da Aximage para o DIÁRIO e TSF] revela que a presidência da Assembleia já foi perdida
pelo CDS e muito provavelmente uma outra secretaria.
Já o presidente da Câmara Municipal de Câmara de Lobos,
Pedro Coelho, defende que o lugar deverá voltar a ser ocupado por uma figura do
PSD, mesmo que José Manuel Rodrigues tenha colhido 55% de nota positiva nesta Legislatura, segundo a sondagem da Aximage.

Não sei se deveria continuar. Não sei qual vai ser a distribuição
que será feita na lista [às Regionais]. Na minha opinião, o que tem de ser
feito é pegar nos últimos resultados - aí já seria benéfico para o CDS - e usar
o método Hondt e verificar em que lugares o CDS iria. Se me perguntar se eu
concordo que, por exemplo, o número dois da lista seja do CDS, ou seja, o
actual presidente da Assembleia Legislativa da Madeira, eu pessoalmente não
concordo.
O vogal da Comissão Política do PSD-Madeira admite que concorda com a coligação já apalavrada entre os dois partidos tendo em vistas as Regionais de 2023, mas fez as contas "enquanto militante".
"Imaginemos que a coligação tem 28 deputados e, nesses 28 deputados, 25 são do PSD e três são do CDS. O presidente da Assembleia Legislativa da Madeira deverá ser do CDS? Eu acho que isto é claro", atirou.

