O secretário regional de Agricultura e Desenvolvimento Rural
anunciou aos produtores de banana um apoio extraordinário de 10 cêntimos por
quilo, com base nas quantidades entregues no primeiro semestre do ano.
“Representa um investimento da empresa pública em cerca de
um milhão e cem mil euros. Vamos distribuir 10 cêntimos por cada quilo vendido
entre janeiro e junho deste ano, resultado do bom desempenho que foi alcançado
pela Gesba e pelos nossos bananicultores. Sempre que há resultados positivos a
empresa pública devolve as verbas a quem de direito. Quando há resultados são
distribuídos”, comunicou Humberto Vasconcelos, sublinhando que no segundo
semestre, que fecha a 23 de dezembro, será feita uma nova análise para que, com
base nos indicadores verificados seja possível distribuir um novo apoio
extraordinário. ”Que fique bem claro que a Gesba distribui sempre os lucros
pelos produtores. O Governo Regional sempre disse que o produto da banana seria
sempre distribuído pelos bananicultores e é isso que temos feito”, garantiu o
governante.
Posto isto, Humberto Vasconcelos voltou a desmentir que o
preço pago pela banana não tenha aumentado ao longo dos últimos anos. “Temos
vindo a realizar sessões de esclarecimentos com os nossos produtores para
mostrar, com base em números reais e auditados, que o preço da banana desde
2009 e até à data aumentou cerca de 30%. Há claramente um aumento do preço
médio da banana e isso deve-se a vários fatores, à organização do sector,
através de uma empresa pública que foi fundamental para acabar com os problemas
criados pelas cooperativas, e que foi também decisiva para o crescimento,
qualidade e valorização do produto. Isto sem esquecer a exigência dos próprios
produtores”, vincou o secretário com a tutela da agricultura, para quem há quem
se recuse a fazer contas.
“Há partidos e produtores isolados que pensam que a banana
entra na Gesba e sai sem custos pelo meio. Desde a exploração até à
comercialização há um longo processo e os custos são todos suportados pela
empresa pública. Esses custos e os investimentos necessários são claros, estão
auditados e são transparentes. Nós estamos tranquilos e a larga maioria dos
produtores estão seguros quanto a isso”, garantiu.
