“Faz sentido que a União Europeia comparticipe em 85%
projetos que são relevantes para a estratégia de desenvolvimento da Madeira e
do País e que o Governo da República se limite a 50%, quando não a menos, como
ainda continua por clarificar quanto ao novo Hospital?” questionou, hoje, o
cabeça-de-lista da coligação PSD/CDS “Madeira Primeiro”, Sérgio Marques, que, a
este propósito, defende que os projetos de interesse comum vejam reforçada a
sua comparticipação pelo Estado, algo que decorre da revisão, “que é urgente”,
da Lei das Finanças Regionais.
Uma revisão que é “fundamental e decisiva para
melhorar o relacionamento financeiro da Região com o Estado”, com ganhos a
vários níveis, que o cabeça-de-lista assumiu, nesta terça-feira, como uma das
principais prioridades da candidatura que lidera e pela qual se propõe a
reforçar as diligências “que forem necessárias”, no próximo mandato, na
Assembleia da República.
“Nós queremos reforçar a nossa Autonomia política,
financeira e fiscal e, para isso, a revisão da Lei das Finanças Regionais é
decisiva”, disse, na ocasião, o cabeça-de-lista, que, a par do reforço da
comparticipação do Estado a projetos de interesse comum, também faz questão de
frisar o impacto que esta revisão terá nomeadamente na cobertura dos
sobrecustos derivados da insularidade e da ultraperiferia.
“Estou-me a referir, por exemplo, aos sobrecustos que
temos, na Madeira, nas áreas da saúde e da educação, custos esses que o
Orçamento Regional não pode continuar a suportar na sua integralidade”, explica
Sérgio Marques, defendendo que exista, também aqui, uma outra
coresponsabilização do Estado que, infelizmente, “não tem existido”.
Sérgio Marques que, a este propósito, sublinha que a
Autonomia que deve ser intransigentemente defendida para a Madeira não implica
a desresponsabilização do poder central. “Não estamos nem vivemos num sistema
de separação, aquilo que pretendemos é, precisamente, o contrário, é favorecer
a nossa integração no todo nacional, é fazer sentir que somos parte de Portugal
e é, naturalmente, garantir que esta Região veja assegurada a defesa dos seus
interesses e direitos, algo que implica que o Estado assuma, efetivamente, as
suas responsabilidades”, vincou.
