Foi hoje apresentado publicamente o
Centro Interpretativo ECOS Machico, resultado da 'eco-requalificação' do Mercado
Municipal de Machico. Este espaço histórico tem assim agora uma nova valência para a
investigação voltada para os objectivos de sustentabilidade do concelho.

“Há agora uma porta
aberta à população para implementar um dos nossos principais objetivos,
desenvolver uma cultura de responsabilidade e de participação da comunidade local
para uma resposta às exigências da sustentabilidade do território” explicou o
Presidente da Associação Insular de Geografia, Marco Teles.

A coordenadora do
projecto Ecos Machico, Ana Neves, acrescentou ainda o projecto conta com a
participação de todos, sem exceção e que “a sustentabilidade do território só é
possível com legado informativo, uma estratégia territorial de base consolidada
e a participação da comunidade.” Como tal, o projecto pretende disponibilizar
novos recursos e serviços centrados na sustentabilidade e criar uma estratégia
de marketing territorial voltada para a valorização do património natural.

O Presidente da Câmara
Municipal de Machico, Ricardo Franco, reforçou o trabalho desenvolvido pela
autarquia, em parceria com a Associação Insular de Geografia, “com o
objectivo da preservação e valorização do património natural do concelho de
Machico, atendendo às características ímpares da diversidade geológica,
endémica e paisagística do nosso território, cuja riqueza se entrecruza com o
património cultural, material e imaterial de Machico, numa simbiose que se
afigura fundamental para a promoção turística e a aposta no desenvolvimento
económico sustentável deste município.”

O ECOS MACHICO é um
projecto financiado por fundos europeus, a decorrer no concelho de Machico desde
janeiro de 2021, promovido pela Câmara Municipal de Machico e Associação
Insular de Geografia.

A implementação deste
projecto permitirá a recolha, tratamento e divulgação de um elevado manancial de
conhecimento que incidirá sobre os valores naturais e culturais presentes no
concelho, nomeadamente, sobre geossítios, sítios de geodiversidade, habitats,
fauna, flora, paisagem, história, tradições e identidade. Mas, simultaneamente,
sobre diversos aspetos essenciais para a gestão e proteção dos valores
naturais, como sejam o número, tipo e frequência de visitas, ocupação e uso do
solo, utilização do espaço e sustentabilidade ambiental.