A Madeira registou, esta quinta-feira, 24 novos casos de
covid-19. Há um mês e meio que a Região não tinha um aumento tão acentuado. Foi há cerca de uma semana que foram captadas imagens de
ajuntamentos à noite, no Funchal, como foi noticiado pelo DIÁRIO na segunda-feira, 5 de Julho.
Neste seguimento, o DIÁRIO quis saber a opinião de alguns madeirenses relativamente ao avanço da pandemia na Região e os motivos
associados ao mesmo.
Na Zona Velha, Funchal, encontrámos Miguel, homem com 62 anos e que
já está vacinado.
Admite, no entanto, não estar “confiante” e que mantém os
cuidados por saber que nem todos o fazem.
“Isto aqui ao fim-de-semana enche. A
juventude vem para aí divertir-se, depois de uma semana de trabalho para
aliviar o stress”
Por sua vez, diz preferir estar resguardado em casa, pois
“já lá foi o tempo” de sair à noite.
Carolina Fernandes, comerciante de fruta no Mercado dos
Lavradores, conhece a realidade nocturna da Região e prefere evitá-la.
“Realmente após ter visto aquelas fotografias todas das pessoas sem máscara, eu
tenho receio de lá ir e nem vou. Cada um tem de ter consciência por onde deve
andar”
Contudo, ressalva que as autoridades estão a fazer um
“excelente trabalho”.
Críticas à fiscalização
O mesmo não acha Sofia Vieira, atendedora de balcão no mesmo
local.
“Agora como não há fiscalização apertada como havia antes, por exemplo,
quando as autoridades verificavam se os estabelecimentos estavam a cumprir as
horas de funcionamento, é normal haver estas enchentes”
Já José Alberto, vendedor de profissão, admite “gostar de
beber um cafezinho à noite”.
Tenta, todavia, fazer os possíveis para se
proteger a si e aos outros e alerta que, por vezes, “as pessoas têm de ter
consciência que a doença existe e é preciso tomar as devidas precauções”. Isto
inclui as pessoas que já estão vacinadas, as quais, julga José Alberto, “são as
que se descuidam”.
Pela rua encontrámos ainda dois jovens estudantes,
que também se pronunciaram acerca dos ajuntamentos que se têm verificado nas
saídas à noite.
Rodrigo considera que este tipo de comportamento é “algo
desnecessário especialmente na altura em que se vive”.
Salvaguarda, no entanto,
que “se forem grupos pequenos, não há problema”. Já Henrique diz não sair à
noite e, por isso, acompanhou a enchente do passado fim-de-semana pelas redes
sociais, acreditando que devia existir um maior controlo.
