O Parlamento Europeu
aprovou hoje, dia 24 de Junho, a Lei Europeia do Clima que visa alcançar a neutralidade climática
até 2050, cumprindo o compromisso político do Pacto Ecológico Europeu. Sara
Cerdas interveio no debate que antecedeu a votação, para chamar atenção às
especificidades das regiões mais remotas da UE, como é o caso das Regiões
Ultraperiféricas. A madeirense considera que a nova lei pode constituir uma "oportunidade" para a Madeira e Açores.
No seu discurso em
plenário a eurodeputada apontou que as regiões mais remotas e ultraperiféricas,
como a Madeira e os Açores, devido às suas condições geográficas e demográficas,
“têm dificuldades acrescidas” e que “estas mesmas características podem e devem
ser usadas para tornar estas regiões como polos para projectos-piloto”.
A Lei Europeia do Clima,
já acordada informalmente com os Estados-membros em abril, um marco alcançado
pela Presidência Portuguesa do Conselho da UE, aumenta a meta de redução de
emissões da UE para 2030 de 40% para pelo menos 55%. Com a contribuição de
novos sumidouros de carbono, esta redução pode subir para 57%. Adicionalmente,
a lei tem em consideração a segurança jurídica e a previsibilidade para os
cidadãos e empresas da UE planearem esta transição, bem como prevê a criação de
um novo órgão científico independente para supervisionar este progresso.

