O Presidente da
Câmara Municipal do Funchal, Miguel Silva Gouveia, esteve presente, esta tarde,
no Museu Henrique e Francisco Franco, para a apresentação do projeto “Partilhas
Francas”, que prevê a circulação de várias peças do espólio dos museus
municipais por diferentes espaços da cidade, entre maio e agosto, em
instalações recriadas por diferentes artistas regionais.

O projeto tem a
curadoria do artista plástico Diogo Goes e o Presidente Miguel Silva Gouveia
destaca que “esta série de exposições é uma oportunidade para revisitar peças
que são património da cidade, atribuindo-lhes novas visões e novas leituras.
Vamos, desta forma, promover os nossos acervos museológicos, potenciando que os
artistas locais estabelecem diálogos entre a arte contemporânea, a história dos
edifícios, os seus espólios e a sua inserção na cidade.”

“Partilhas
Francas” arranca no próximo dia 20 de maio, com a inauguração da primeira
exposição desta rede, denominada “Teia de Thanatos”, de Gonçalo Ferreira de
Gouveia, e que estará patente na “Porta do cavalo” e na “Teia” do Teatro
Municipal Baltazar Dias.

No dia 27 de maio
será apresentada, por sua vez, a exposição coletiva “Partilhas Francas”, na
Galeria Marca de Água. Esta instalação contará com a participação de Diogo
Goes, Fátima Spínola, Fernando Ricardo, Flávia Rodrigues Piątkiewicz e Gonçalo
Ferreira de Gouveia, e vai agregar o conjunto de diálogos visuais e formais das
várias intervenções artísticas e, ainda, a investigação realizada ao nível da
curadoria.

A partir do dia
11 de junho, segue-se a instalação “Espinhos e acúleos”, através da qual Martinho
Mendes estabelecerá conexões plásticas entre o Museu Cidade do Açúcar (MACA) e
o Museu Henrique e Francisco Franco (MHFF).

Teresa Jardim
apresentará, por seu turno, na Capela da Boa Viagem, a partir do dia 18 de
junho, o “Pulmão de papel”, um projeto de instalação em campo expandido, em
torno da exploração da paisagem e do imaginário das ilhas. Finalmente, esta
rede de partilhas entre acervos conclui-se no dia 25 de junho, com a instalação
"A Terceira Paisagem”, na torre mirante dos Paços do Concelho do Funchal,
da autoria de Hélder Folgado e João Almeida.

O autarca
funchalense conclui que “esta é uma iniciativa para valorizar e divulgar o
património museológico da cidade, promover os artistas madeirenses, desenvolver
o espírito crítico da comunidade sobre a qualidade das transformações culturais
e estéticas e, no final de contas, contribuir para uma democracia cultural,
inclusiva e participativa, na linha do trabalho de excelência que o atual
Executivo tem promovido ao longo dos últimos anos.”