Neste Dia Mundial da Saúde, o BE Madeira reafirma a
proposta que fez ao Governo Regional, ao abrigo do estado de emergência, no sentido de requisitar os hospitais e clínicas privados e enquadrá-los na resposta a dar na
prestação de cuidados de saúde, que ficaram para segundo plano com a pandemia.
"É conhecido o atraso nas cirurgias, nas consultas e em outros actos, que com a
prioridade dada à covid-19 ficaram ainda mais atrasados. Os doentes não covid não podem ficar esquecidos e é criminoso não usar todos os meios disponíveis
para atender a essas pessoas", disse Luísa Santos, da Comissão
Regional do BE Madeira.
A 'bloquista' lamenta o não acolhimento desta proposta que, no seu entender, revela que "para os governantes os negócios na saúde contam mais do que as vidas
dos cidadãos".
"Se alguma lição podemos retirar da experiência da pandemia é que os serviços
públicos de saúde são fundamentais e precisam de ser valorizados, pois são a
única forma de assegurar cuidados de saúde a todas as pessoas e em particular
em contextos de emergência", concluiu.

