O partido Iniciativa Liberal considera “uma catástrofe” a
situação em que se encontra o cultivo da anoneira na Região, devido à praga de
cochonilha e fumagina.
No entanto, sendo uma situação que persiste há vários
anos, entende que falta um Plano Estratégico que salve as árvores e permita aos
produtores tirar rendimento do que cultivam.
“Estamos perante um problema fitossanitário que resulta
do abandono de muitos produtores que não veem nesta actividade qualquer saída”,
afirma Carlos Góis, salientando que há pomares criados com fundos comunitários
que estão votados ao abandono.
“As ajudas têm sido poucas ou inexistentes da parte das
entidades competentes. Muitos produtores do Faial não têm projectos agrícolas,
são pequenos produtores e na Festa da Anona oferecem os melhores frutos para a
exposição e recebem em troca um pacote de raticida”, afirma o porta-voz da Comissão
Coordenadora do Iniciativa Liberal Madeira.
O problema, diz Carlos Góis, tem a ver com o modo como se
olha para este sector. Considera que o tratamento das anoneiras indicado pela Secretaria
da Agricultura não é suficiente e defende a criação de pequenas equipas para
ajudar os produtores, coordenadas por um engenheiro agrónomo, conhecedor de
fruteiras subtropicais, e por operários especializados na poda de arejamento e
fomento da floração, bem como dos tratamentos fitossanitários de prevenção e de
recuperação das árvores infectadas.
Cada equipa deve ter a responsabilidade de “apoiar um
determinado número de produtores, numa área geográfica bem definida e com um
calendário anual de visitas de trabalho”, devendo os produtores apostar em
cursos de formação através da televisão/internet e de ensino das boas práticas
nos pomares.

