O Governo Regional participou hoje na reunião convocada pela
Secretaria de Estado Adjunta e das Comunicações, com o intuito de fazer
prevalecer a urgência que existe na compra dos equipamentos e a sua instalação
no Aeroporto da Madeira – Cristiano Ronaldo.

Trata-se de um novo grupo de
trabalho que tem como função estudar os problemas da operação aérea da Madeira.

"Não há necessidade de discutir o que já está discutido, nem de
voltar tudo ao princípio”, disse o secretário regional de Turismo e Cultura.

Eduardo Jesus relembrou que existiu um
grupo de trabalho que desenvolveu o estudo para o Aeroporto da Madeira, entre
2017 e 2019, e que neste último ano “concluiu com a recomendação de quais são
os equipamentos que devem ser adquiridos pela NAV, uma vez que é competência
deste operador essa mesma aquisição e instalação, para que se comece a aferir e
a obter a informação necessária para a tomada de uma decisão”.

A posição do Governo Regional é muito clara e foi objevtivamente expressa na reunião de hoje. O importante, neste momento, é validar as conclusões que o grupo de trabalho verteu em 2019 e saber se a recomendação referente à versão dos equipamentos e à localização para a sua instalação se se mantém exactamente como foi decidido em 2019, decorridos que estão dois anos sobre a conclusão desse mesmo trabalho, para que se admita como certo o caderno de encargos que a própria NAV já tinha preparado para o lançamento do concurso para a aquisição e instalação”.
— Eduardo Jesus

O governante insiste que para a Região Autónoma da Madeira
é fundamental e imprescindível que se promova esse investimento e que se
adquiram os equipamentos para que comecem a produzir o seu efeito o mais
rapidamente possível.

E sublinhou que “a inoperacionalidade tira competitividade
ao destino e prejudica gravemente a Madeira, principalmente num momento em que
estamos a apostar tudo no relançamento deste destino turístico”.

Não podemos voltar a ter e a conviver permanentemente com esta ameaça, que nos tira competitividade, causa problemas aos operadores com quem trabalhamos e insatisfação aos visitantes”.
— Eduardo Jesus

O secretário reforça que este é um assunto que o
Governo Regional levou à referida reunião “como sendo de interesse superior e
de interesse nacional".

"Entendemos que o problema da inoperacionalidade no
Aeroporto da Madeira não é da Madeira, é de todo o País, visto ser uma
acessibilidade portuguesa que está profundamente prejudicada. Pelo que
rebatemos insistentemente a necessidade de se promover esse investimento e a
instalação desses equipamentos para começarmos a obter a informação que leve à
possibilidade de alteração dos limites dos ventos", sustentou.

Eduardo Jesus frisa que esta foi uma posição
muito clara deixada neste grupo de trabalho “em que não se admite que o
percurso não seja o de dar sequência ao que já foi definido anteriormente".

"Não
há tempo para se perder com discussões que já tivemos. Apenas temos que validar
as conclusões que já foram apresentadas há dois anos e, a partir daí, promover
o trabalho que tem de ser feito”, concluiu.