Como forma de justificar as 94 cadeias de transmissão identificadas na Madeira, Maurício Melim diz que as pessoas "não estão a cumprir" e apontou duas razões para esta problemática.
O delegado de saúde do Funchal e também coordenador da Unidade de Emergência Sanitária da Direcção Regional de Saúde lamentou que as pessoas ainda não tenham interiorizado "o que é
preciso fazer" e que continuem "a estar com os vizinhos" junto às próprias habitações.
"Nós vemos, no Funchal,
quando entramos em determinados bairros, e particularmente em veredas, temos na
mesma vereda várias pessoas vizinhas que se vão contagiando e que vão
continuando a se reunir e a socializar", acusou.
Outro aspecto passa pela dificuldade em confinar as
pessoas em alguns espaços, porque a Madeira tem "habitações sobrelotadas".
Aquilo que acontece "é que a pandemia tem trazido ao de cima uma série de
situações que não estavam totalmente resolvidas e que a pandemia só veio tornar
ainda mais difícil".
"A questão da educação, cumprimento e literacia em saúde",
incluindo ainda o facto destas medidas colocarem em causa aquilo que as pessoas
entendem ser restrições à sua liberdade são verdadeiros obstáculos que se colocam ao trabalho das autoridades de saúde. “O recolher cria, em termos de aspecto
psicológico e do relacionamento interpessoal, muitas tensões e problemas”, acrescentou Maurício Melim em conferência de imprensa.
Recorde-se que, nesta conferência de imprensa da Direcção Regional de Saúde (DRS) ficou-se a saber que a Madeira já administrou 14.124 vacinas desde o dia 31 de Dezembro, altura em que o Sistema Regional de Saúde iniciou a campanha de vacinação contra a Covid-19.
O director regional de saúde, Herberto Jesus, avançou com os números e especificou que 9.603 pessoas já levaram a vacina referente à primeira dose e 4.521 a segunda dose.
