As importações na Região cresceram 45% ultrapassando a barreira dos 250 milhões de euros, em 2020, muito à conta da aquisição de telemóveis e de 'smartphones' produzidos na China e em Hong Kong, bens bastante procurados pelos madeirenses durante a pandemia.
No global, o saldo comercial das transacções de bens registou um
superavit de cerca de 18,1 milhões de euros em 2020, valor abaixo do registado no ano
transacto, em que o saldo positivo na Balança Comercial com o estrangeiro havia
sido de 100 milhões de euros, segundo os dados definitivos de 2020 relativos ao Comércio Internacional de Bens, divulgados esta sexta-feira pela Direcção Regional de Estatística (DREM).
A análise por tipo de fluxo mostra que as exportações registaram
um recuo de 1,4% em 2020, em termos globais, fixando-se nos 268,3 milhões de
euros, -3,8 milhões de euros face ao ano anterior.
A ligeira diminuição das exportações "foi essencialmente
determinada pela quebra das exportações para países Intra-UE, que rondaram os
133,7 milhões de euros em 2020, valor abaixo dos 146,8 milhões de euros
contabilizados em 2019", refere a DREM.
"As transações comerciais de bens com os países Extra-UE
passaram de 125,3 milhões de euros em 2019 para 134,6 milhões de euros em 2020,
aumento insuficiente para compensar a quebra na componente Intra-UE", destaca a publicação.
Já as importações rondaram os 250,2 milhões de euros, apresentando
um crescimento de 45,4% em 2020, ou seja, aumentaram 78,1 milhões de euros.
Este incremento é justificado essencialmente pelas "aquisições de telefones para
redes celulares ou outras redes sem fios a Hong-Kong e à China e de um
navio-tanque ao Reino Unido (país considerado no grupo Extra-UE) por duas
empresas que estão sediadas no Centro Internacional de Negócios da Madeira
(CINM)", explica a DREM.
O grande aumento nas importações de bens é assim explicado pelas
transações com países extracomunitários, que atingiram os 119,4 milhões de
euros no ano de 2020, 93 milhões de euros acima do contabilizado no ano
precedente.
Por sua vez, as aquisições feitas a países Intra-UE decresceram de
145,7 milhões de euros em 2019 para 130,8 milhões de euros em 2020.

