A Exposição ‘O Sol Marca a Sombra’ – que inaugura amanhã, dia
15 de Outubro, no Museu de História Natural do Funchal – Funchal, mostra as
quatro obras das residências/encomendas feitas pela Fundação Cecília Zino a
quatro jovens artistas portugueses: Andreia Santana (Lisboa), Berru (Porto), Carolina
Vieira (Madeira) e Luísa Salvador (Lisboa) bem como obras de Lourdes Castro e
celebra o trabalho realizado ao longo de 14 oficinas multidisciplinares,
desenhadas com e para crianças e jovens em situação de acolhimento residencial.
Cada artista participou e curou uma oficina com os meninos e
meninas das casas de acolhimento. Entre Abril a Setembro de 2021 foram
desenvolvidas e aplicadas um conjunto de actividades e técnicas (cianotipias,
fotogramas, antotipias, quimigramas), que reflectem a atmosfera do ‘Grande
Herbário de Sombras de Lourdes Castro’.
O projecto multidisciplinar ‘O Sol Marca a Sombra’,
promovido pela Fundação Cecília Zino, sediada no Funchal (Madeira), recorre à visão
da artista madeirense Lourdes Castro – tendo como referência e guia o seu ‘Grande
Herbário de Sombras’ – para sublinhar a dimensão psicológica da obra da artista,
bem como o impacto da mesma junto de crianças e jovens em situação de
vulnerabilidade, demonstrando o potencial do trabalho artístico como factor de
desenvolvimento individual e comunitário.
“Aprendendo sobre o que é o ‘Grande Herbário de Sombras’
criaremos, de um modo sucinto e prático, um novo herbário (sentimental) da Ilha
da Madeira. O total das 14 oficinas decorreram em verdadeiros santuários de
biodiversidade e histórias: Jardim Tropical do Monte Palace, Quinta de Santa
Luzia, Jardim Municipal do Funchal, Jardim do Museu de História Natural do
Funchal, Porta 33, Quinta Palmeira, Quinta Magnólia e no Museu de Fotografia da
Madeira – Atelier Vicentes”, explica a fundação em nota de imprensa.
Sobre a Fundação
A Fundação Cecília Zino, constituída em Maio de 1961, é uma
fundação privada, dotada de utilidade pública. A Fundação foi instituída para
cumprir a vontade de Cecília Rose Zino de criar na Ilha da Madeira um Hospital
Pediátrico dedicado às crianças pobres da Região. A significativa melhoria das
condições de assistência médica e hospitalar na Região Autónoma da Madeira
tornou possível transformar o antigo Hospital num centro de proteção e
assistência a crianças e jovens necessitados. Afirmar a Fundação como uma
entidade de referência, em constante adaptação e visão estratégica sustentada,
interessada nas respostas às necessidades da Comunidade levou a que em 2017 se
procedesse a uma reestruturação profunda das áreas de atuação da mesma,
englobando casas de acolhimento, o Centro de Desenvolvimento Humano: Instituto
CZ, assistência social, bolsas de estudo, e promovendo congressos, exposições e
edição especializada.

