Os Trabalhadores Sociais
Democratas (TSD/M), representados pelo seu presidente Amílcar Gonçalves,
reuniram hoje com a Direção da Associação de Profissionais do Centro
Internacional de Negócios da Madeira (APCINM), num encontro onde foram
abordadas, junto daquela Associação, as preocupações relativas à provável
instabilidade laboral e empresarial que a proposta de lei apresentada à
Assembleia da República, pelo Governo da República, concebe.
Uma posição que os TSD/M assumem
em solidariedade institucional e defesa intransigente do CINM e dos seus
efeitos positivos na economia regional e em nome da salvaguarda dos postos de
trabalho, diretos e indiretos, sensivelmente 6.000, que aquele Centro
Internacional representa.
“Este é mais um momento de
vital importância para a vida do CINM dado que, segundo as informações que
temos, que acompanhamos e que hoje reforçamos junto da APCINM, poderá estar em
causa, no caso desta proposta de lei do Governo da República vir a ser aprovada,
o encerramento de 1.600 empresas, o desemprego de 6.000 trabalhadores e a perda
de receita fiscal anual em sede de IRC de 120 Milhões de euros, isto para além
dos efeitos devastadores na captação de investimento estrangeiro em Portugal e
das exportações relacionadas”, afirmam os TSD/M, sublinhando que
restringir os benefícios fiscais às empresas sediadas no CINM, apenas aos que
resultem da atividade exercida na Região, é extremamente redutor, pois o
mercado regional é muito limitado, entre outras razões, devido ao reduzido
número de consumidores, e tal conjetura não se enquadra no âmbito da esmagadora
maioria das empresas ali fixadas.
A APCINM acredita que tal
facto, a verificar-se, “será motivo bastante para o abandono, se não da
totalidade, de uma enorme fatia do tecido empresarial,” ao ponto de não se
justificar a continuidade do CINM, com as nefastas consequências previsíveis.
Os TSD mostraram-se sensíveis
e preocupados com este cenário e apresentaram à APCINM os esforços que o PSD/M,
concretamente através da sua proposta de alteração, tem evidenciado junto dos
órgãos institucionais próprios, vincando que esta tem de ser uma luta de todos
os Madeirenses sem exceção, que o Governo Regional tem liderado.
Refira-se que este foi mais
um encontro promovido pelos TSD/M, no âmbito de uma estratégia proativa de
proximidade ao mundo laboral, nas múltiplas áreas e contextos profissionais,
com a evidente preocupação centrada nos reais anseios, espectativas e
necessidades que estes trabalhadores manifestam. Uma estratégia que tem como
pano de fundo a atividade e vitalidade económica da Região e, como pedra
basilar, o capital humano que cada trabalhador representa, nos seus direitos,
deveres e responsabilidades na sociedade civil, laboral e empresarial.
