O segundo dia de trabalhos da Academia da JS Madeira
terminou com um painel dedicado à Autonomia, em que participaram João Pedro
Vieira, vereador da Câmara Municipal do Funchal e secretário-geral do PS
Madeira, e Francisco César, líder do grupo parlamentar do Partido Socialista na
Assembleia Regional dos Açores e antigo presidente da JS Açores.

João Pedro Vieira falou sobre "o futuro da Autonomia",
destacando as “áreas em que a Região deverá ter intervenção prioritária, com
grande impacto no futuro da juventude, nomeadamente a Saúde, a Educação, o
Emprego, a Habitação, a Coesão, a Mobilidade, a Participação, o Municipalismo e
a Sustentabilidade”. João Pedro Vieira referiu que, na Madeira, “resta perceber
se o problema são os instrumentos que temos ao nosso dispor, se são as opções
políticas implementadas por mais de quarenta anos de governação do PSD”,
deixando o desejo aos jovens socialistas de que “consigam, enquanto dirigentes
da JS, aquilo que infelizmente eu não consegui enquanto jovem socialista: levar
o Partido Socialista ao Governo da Região Autónoma da Madeira”.

Já Francisco César abordou as “respostas da Autonomia na
crise actual”, provocada pela pandemia da covid-19, dividindo-as em quatro eixos
fundamentais: a resposta à emergência de saúde publica, os apoio à economia, os
apoio aos mais desfavorecidos e o funcionamento das instituições. O líder
parlamentar açoriano destacou, entre outros, o apoio dado pelo Governo Regional
açoriano aos jovens estudantes deslocados, os apoios complementares nas áreas
da economia e da cultura, a acção complementar ao nível da tele-escola, a
resposta às carências de equipamento informático das famílias e o fornecimento
das refeições às crianças. Sobre o funcionamento das instituições, Francisco
César destacou a importância que foi dada ao regresso à normalidade do
funcionamento da Assembleia Legislativa dos Açores e do seu papel na resposta
política à crise. Finalmente, ainda relativamente à pandemia, defendeu a
importância de realização de testes à covid-19 ao 6.º dia após viagem para
detecção de casos, o que já acontece nos Açores e ainda não acontece na
Madeira.