Afinal não ficou consumada a pré-anunciada demissão da Comissão
Política de Freguesia do PSD Canhas. O deputado Gualberto Fernandes, que é
também apontado como pretenso candidato para as Autárquicas, entrou em cena para
tentar acalmar as hostes na reunião realizada ao final da tarde nos Canhas.
Para já mantém-se o pedido de demissão que só se concretizará caso os
responsáveis do PSD-M, nomeadamente Miguel Albuquerque e José Prada, decidam
destituir os actuais dirigentes locais. Caso contrário, fica o dito por não
dito e a demissão que ontem foi dada como praticamente certa, não passará da
ameaça.

João Loreto, o (ainda) presidente da Comissão Política
dos Canhas resumiu ao DIÁRIO a reunião realizada hoje, dando conta que o “deputado
e membro da Comissão Política e Concelhia”, Gualberto Fernandes, “disponibilizou-se
ao secretário-geral do PSD para estar presente na reunião da Comissão Política
dos Canhas para sensibilizar para o momento político em que se vive”, ou seja, “a
proximidade do Congresso do Partido e a um ano das eleições Autárquicas”.
Argumentos para solicitar aos demissionários “que reconsiderássemos o pedido de
demissão por valores mais altos, que são a Ponta do Sol e os ponta-solenses, em
primeiro lugar, e a social-democracia”, apontou.

Ao pedido solene de Gualberto Fernandes a Comissão
Política dos Canhas decidiu manter a decisão, mas deixando agora a ‘pressão’ do
lado dos dirigentes máximos do Partido.

“Deixo a decisão ao presidente do Partido, Miguel
Albuquerque, e ao secretário-geral, José Prada, em relação à demissão da
Comissão Política dos Canhas”, comunicou João Loreto.

Sobre a polémica partidária que eclodiu este domingo na
Ponta do Sol, o dirigente do PSD Canhas mantém que “não está em causa ser A, B
ou C. Está em causa sim a pressão e as ameaças que o antigo presidente da
Câmara (Rui Marques) está a fazer ao partido e isso é inadmissível”, reafirma.