No âmbito das reuniões com as Uniões
Sindicais da Madeira, o secretário regional de Economia, Rui Barreto, reuniu
hoje, 16 de Setembro, com a USAM e com o presidente da Comissão Especializada Temporária
para a Revitalização da Economia (CETRE), Nuno Agostinho, em representação do
Conselho Económico e da Concertação Social, recolhendo contributos para o Plano
de Recuperação da Economia da Região - PERAM, que vem a ser elaborado sob a
alçada do Conselho Consultivo de Economia (CCE).
Na ocasião, o secretário regional fez
um “balanço positivo” do conjunto de reuniões que foram levadas a cabo pelo
CCE, sobe o mote "ouvir para melhor decidir”.
Rui Barreto entende que "o
documento orientador do PERAM, que se encontra a ser desenhado pelo Conselho
Consultivo de Economia, deverá reflectir os contributos dos partidos, dos
parceiros sociais e das associações empresariais e sindicais".
Um documento que,
segundo o governante, deverá também de ser “ajustado à realidade actual de pandemia e aos
recursos que o Governo Regional vai ter, medindo as sensibilidades de todos”. E
deixou um alerta:
“Estes tempos que se avizinham serão difíceis e não devemos
fugir à realidade. Convém que sejamos realistas, sem nunca perder a esperança”.
O secretário regional de Economia
apelou à “responsabilidade e ao compromisso” de todos e defendeu “um contrato
social entre empregadores e empregados e entre o Governo, as associações
empresariais e as representações sindicais, para encontrar uma forma de
ultrapassar as adversidades, com estabilidade laboral e com um propósito de não
adensar mais instabilidade àquela que pandemia já provocou”.
Recordando que a pandemia dura há
seis meses, Barreto chamou atenção para o facto das empresas e alguns sectores,
nomeadamente a Hotelaria e Restauração, terem sido “particularmente atingidos”, "não havendo perspectivas de retoma".
Por outro lado, apontou:
“Temos de trabalhar
sempre no bom controlo sanitário e promover a Madeira como uma ilha segura”.
Por
isso, acredita ser muito importante estabelecer acordos que “dêem o máximo de
segurança a todas as partes (empresários e trabalhadores)".
A fase que se segue, após o fim das
audições, será a finalização e sistematização todos os contributos, para
posteriormente o CCE produzir um documento que será alinhado com o PERAM, tendo
em conta os meios financeiros de o Governo vai dispor, ou seja, o instrumento de recuperação e resiliência e
o Quadro Plurianual de Investimentos. O documento deverá ser apresentado já no
próximo mês de Outubro.

