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Para Rui Caetano a entrevista do Secretário
Regional de Educação, Ciência e Tecnologia ao Diário vem apenas "confirmar o que o
PS-Madeira tem vindo a alertar sobre algumas das questões que a secretaria
regional não cumpriu", como é o caso do atraso nas máscaras prometidas aos alunos ou do facto da tutela ainda não ter efectuado o levantamento dos professores pertencentes aos grupos de risco.

"É evidente, em toda a entrevista, que só
aborda os assuntos que dão jeito do ponto de vista político, foge das situações
que ainda estão por resolver, não toca em alguns dos assuntos importantes para
as escolas e nem uma palavra sobre algumas das promessas que não foram
cumpridas".

Por contrapartida, o socialista diz que "tem razão o senhor secretário quando reconhece
o excelente trabalho desenvolvido pelas escolas, pois, é visível a todos que os
conselhos executivos, os professores e o pessoal não docente cumpriram as suas
responsabilidades".

O PS considera também que seria
importante que o governante com a pasta da Educação "explicasse por que motivo os 130 novos assistentes operacionais
ainda não chegaram todos às escolas porque o processo das entrevistas ainda
está para decorrer".

"É curioso que depois de o PS ter alertado para esta
promessa não cumprida, o senhor secretário nunca mais falou do assunto nem para
esclarecer. Além do facto de esta quantidade não ser suficiente para responder
à nova realidade. Estas necessidades existiam antes da pandemia, pois, com as
novas exigências em termos de limpeza, vigilância, controlo e acompanhamento
dos alunos, são necessários contratar mais funcionários".

Em relação à pergunta sobre a
articulação dos transportes públicos e os horários das escolas, Rui Caetano diz que o secretário regional "foge à resposta e não responde ao essencial para não ter de
confirmar que a secretaria regional não trabalhou com as empresas de
transportes a adaptação destes horários das escolas com o das carreiras dos
transportes públicos de modo a evitar os aglomerados nas paragens e nas
entradas e saídas das escolas".

"Em relação aos professores e
ao pessoal não docente que possam ficar infectados não faz qualquer apontamento", destaca.

"O silêncio continua" em relação aos computadores para as escolas, aponta também Rui Caetano, recordando que Jorge Carvalho "prometeu em Abril, antes do 3.º período lectivo terminar, que a secretaria iria
fornecer 600 computadores às escolas para serem emprestados aos alunos que não
tinham os equipamentos informáticos necessários ao ensino à distância".

"O novo
ano lectivo já se iniciou e os 600 computadores ainda não chegaram às escolas e
nesta entrevista nem uma palavra sobre este atraso".

No que toca à saúde mental, o PS diz que "o senhor secretário insiste em
desvalorizar a problemática da saúde mental nas escolas e não aborda esta dura
realidade".

Por fim, e sobre a contratação de
mais professores", Rui Caetano observa que Jorge Carvalho não explica como é possível que numa
conjuntura de pandemia, reduzir a contratação de professores e
as escolas e manter o mesmo Crédito Global de Horas do ano anterior para
desenvolverem os seus projectos pedagógicos.