O Grupo
Parlamentar do Partido Socialista irá apresentar, na Assembleia Legislativa da
Região Autónoma da Madeira, um voto de pesar pelo falecimento do actor e
encenador Juvenal Garcês, que morreu na madrugada de 4 de Agosto, aos 59 anos.
Numa nota dirigida à imprensa, os socialistas destacam os "diversos sucessos ao
longo do seu percurso profissional".
A
deputada Olga Fernandes considera que "a cultura portuguesa fica mais pobre com
o seu desaparecimento" e enaltece "toda a sua dedicação e profissionalismo" à
área cultural, em particular ao teatro.
Neste âmbito, destaca-se o facto de ter
fundado, juntamente com Mário Viegas, a Companhia Teatral do Chiado.
O percurso de Juvenal Garcês como ator iniciou-se em 1977, numa encenação do 'Auto da Barca do
Inferno', de Gil Vicente, pelo Grupo Experimental de Teatro do Funchal. Seguiu
depois para Lisboa e chegou a pisar palcos além-fronteiras, nomeadamente em
Macau e na China.
Aos 34
anos, após a morte de Mário Viegas, encenou a sua primeira peça, intitulada “Dá
Raiva Olhar para Trás, de John Osborne.
Ao longo
da sua carreira, encenou peças baseadas nos textos de grandes nomes, tais como
Shakespeare, Samuel Beckett, Richard Harris, August Strindberg, Henrik Ibsen,
entre outros. Trabalhou também com Filipe la Féria em espetáculos na Casa da
Comédia.
Os
sucessos das suas peças mereceram o êxito da crítica, tendo feito brilhar
muitos dos artistas que com ele trabalharam", recorda o PS.
"Permanecem
entre nós a sua obra imaterial, a sua dedicação e empenho ao teatro enquanto
actor e encenador",
À família o PS endereça "as mais sentidas
condolências".

