As verbas do Fundo de Recuperação e Resiliência devem começar
a chegar à Madeira no segundo trimestre de 2021 e as do Quadro Plurianual de
Investimento no segundo semestre de 2022, espera Rui Barreto, o secretário
regional da Economia. Por agora o Governo Regional vai lutando contra os
impactos da pandemia “infelizmente” apenas com o dinheiro do Orçamento Regional,
ao mesmo tempo que procura escutar os diversos parceiros.
Rui Barreto está hoje no Porto Santo, no âmbito do ‘Ouvir
para Decidir’ dinamizada pelo Conselho Consultivo de Economia que permitirá recolher
os contributos dos empresários do Porto Santo para o Plano de Recuperação da
Economia. “Entendemos que este não é o momento dos homens messiânicos, este é o
momento de juntarmos forças, ouvirmos as instituições representativas do Porto
Santo, fazer sentir o que estamos a fazer, mas também receber contributos para
que o Governo, que tem a missão de governar e governar bem, possa adaptar as
políticas”. Neste sentido, diz que quer ouvir associações empresariais, trabalhadores,
empresários e sindicatos.
“O Governo tem estado, como eu costumo dizer, com o kit de
primeiros-socorros, o kit de sobrevivência, a implementar um conjunto de
medidas que consideramos as mais adequadas para o momento que estamos a viver. Mas
temos que olhar diferente, olhar o futuro, preparar o amanhã”. É nesse sentido
que através do Conselho Consultivo de Economia está a promover estas sessões.
O Governante destaca o conjunto de meios “muito
significativos” que estão reservados para alavancar a economia na Madeira
através dos referidos Fundo e Quadro de apoios. Mas para já, com o Orçamento
Regional, e no âmbito da Linha Investe RAM Covid-19 700.000 euros foram enquadrados
para as empresas do Porto Santo, uma região onde os impactos são sentidos de
forma mais acentuada. Ainda que o Verão no Porto Santo esteja, no entender do
secretário, “a ser melhor do que se desenhava no início da pandemia.”
Nesta deslocação ao Porto Santo, Rui Barreto leva consigo os
números da Linha Investe RAM Covid-2019, lançada pelo Governo Regional para
fazer face aos primeiros impactos da crise pandémica e que permitiu apoiar na
ilha dourada 65 empresas num total de 782.136 euros, a maior parte delas 56
micro-empresas, das áreas do comércio (25), do turismo (23) e dos serviços (8).
Foram ainda atribuídos cerca de 96.000 mil euros (95.960,93) a 23 projectos do
Porto Santo através da linha Adaptar, também lançada pelo Executivo para apoiar
as pequenas na adopção de medidas de contenção da pandemia.
Já noutra vertente, e segundo a Secretaria foram aprovados
96 projectos, num montante global de 17.8 milhões de euros e que foram
apoiados com valores superiores a 3 milhões de euros, mais concretamente
3.053.836,82, dos quais 458.079,52 do orçamento regional e 2.595.784,30 do
FEDER.

