Os
deputados do Partido Socialista-Madeira à Assembleia da República lançaram,
hoje, um apelo ao parlamento madeirense para que siga as recomendações da
Autoridade da Concorrência e legisle no sentido de permitir a entrada de novas
empresas no sector das inspecções automóveis na Região.

Junto ao Centro de Inspecções, no Funchal, o
deputado Carlos Pereira disse que, desde que o mesmo foi criado, em 1997, este
processo está nas mãos de um único operador e lembrou que, desde 2012, a lei
nacional permite abrir o mercado a novos operadores, de modo a aumentar a
concorrência, tornar as inspecções mais baratas e aumentar a qualidade, o que
não se verificou na Região.

O
parlamentar socialista recordou que, em 2013, o próprio apresentou uma proposta
para garantir a entrada de novas empresas, mas o PSD, na Assembleia
Legislativa, bloqueou o processo e criou barreiras que "protegeram até hoje o
operador que já existia desde 1997".

No
entanto, após muitas insistências, inclusive do PS, junto da Autoridade da Concorrência,
há poucos dias esta "fez uma recomendação à Assembleia Legislativa da Madeira
para tomar medidas no sentido de facilitar a entrada de novas empresas, de
maneira a baixar o preço das inspecções automóveis".

Assim,
Carlos Pereira, que se fez acompanhar por Olavo Câmara e Marta Freitas, deixou
um apelo ao Parlamento madeirense, no sentido de "distribuir urgentemente essa
recomendação pelos partidos e estes prepararem as alterações que a mesma
encerra e propõe, de maneira a assegurar que, durante este ano, podem entrar
novas empresas neste sector das inspecções automóveis".

Tal como fez notar, isso
é essencial, ainda por cima numa altura de crise, em que as pessoas têm cada
vez menos rendimentos e têm de fazer as devidas poupanças. "Se as pessoas tiverem
de pagar menos, é uma boa notícia para os madeirenses", sublinhou.

O
parlamentar considera que no arranque da próxima sessão legislativa, em Setembro, esta deve ser uma prioridade para os partidos, sendo que o PS vai,
naturalmente, exercer as suas ‘démarches’ para que esta proposta seja
apresentada, porque a entrada de novas empresas no sector vai promover a
concorrência, a baixa dos custos e um maior rendimento para as pessoas.