A juíza Susana Mão de Ferro agendou ontem as diligências finais da fase
de instrução do caso da tragédia do Monte, sendo que ficou marcado para a manhã
de 11 de Setembro um exame ao local onde ocorreu a queda da árvore que fez 13
vítimas mortais e provocou ferimentos em várias dezenas de pessoas a 15 de Agosto de 2017. O debate
instrutório começa às 10h00 de 14 de Setembro.

Há precisamente um mês, o DIÁRIO tinha noticiado que a juíza titular do
Juízo de Instrução do Funchal tinha reservado a segunda semana para concluir as
diligências finais. Hoje os advogados dos arguidos e das vítimas foram
notificados das datas concretas de tais procedimentos. Assim, a 8 de Setembro
será retomada a inquirição de Pedro Ginja, técnico a quem a Câmara Municipal do
Funchal encomendou um estudo sobre as circunstâncias da queda da árvore. O dia
seguinte será todo reservado aos esclarecimento do perito nomeado pelo
Ministério Público, Luís Martins. Na manhã do dia 10 serão inquiridas as
testemunhas Miguel Sequeira (ex-presidente do Instituto das Florestas e Conservação da Natureza) e Ana
Paula Ramos, e à tarde será a vez de Maria Filomena Caetano. As duas últimas
são especialistas em patologias vegetais.

Na manhã do dia 11 terá lugar a visita ao Largo do Monte, que vai
permitir à magistrada judicial compreender melhor as condições físicas do espaço
onde ocorreu o acidente e assim decidir de forma melhor fundamentada se os
arguidos Paulo Cafôfo, Idalina Perestrelo e Francisco Andrade devem ir a
julgamento, sendo que o Ministério Público apenas acusou os dois últimos dos crimes de homicídio por
negligência e ofensa à integridade física por negligência. Na tarde do dia 11
serão reinquiridas as testemunhas António Mendonça (morador no Largo da Fonte)
e a presidente da Junta de Freguesia do Monte Idalina Silva.

Como já referimos, o debate instrutório está programado para 14 de
Setembro, mas é provável que se prolongue por mais do que um dia, dado o elevado
número de advogados de arguidos e assistentes no processo.